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    Sábado, 26 de Janeiro de 2008

     

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    13:51:00



    tremendo!!!!

    Fortune: Google é a melhor empresa para se trabalhar

    Posted: 23 Jan 2008 07:36 PM CST

    Pelo segundo ano consecutivo, a Google[bb] recebe o título de melhor empresa para se trabalhar na América. O ranking é organizado pela revista Fortune, que elabora uma lista das 100 melhores empresas para se trabalhar onde a Google está no topo e outras gigantes, como Microsoft e Yahoo! encontram-se somente nas posições 86 e 87 respectivamente.

    O ranking também mostrou alguns dados interessantes, como o número de funcionários da empresa que é de 8,134 nos Estados Unidos e mais 4,114 nos demais países, número que cresceu 60% em relação ao ano passado devido a oferta de 3,039 novas vagas durante o último ano.

    Talvez o vídeo abaixo mostre porque a empresa é o melhor lugar do mundo para se trabalhar.

    view video[bb]

    Comida grátis, academia[bb] , piscinas[bb] , escritórios amplos e até a possibilidade de levar animais pro trabalho. O estilo Google de trabalhar é realmente tudo que um empregado precisa para desempenhar bem suas habilidades, daí a grande quantidade de novidades lançadas pela empresa ultimamente.

    Veja mais informações e a lista completa da Fortune aqui.


    13:46:00



    Meditação: "Coragem! Sou eu. Não tenham medo!" (Mateus 14:27)

     

    Pensamento: Quando você se sentir desesperançado, olhe para o Deus da esperança.

     

    Leitura: Êxodo 6:1-9.

     

    Mensagem:

    O Dia Mais Depressivo

     

                Cientistas da Grã-Bretanha calcularam que o dia mais depressivo do ano é a terceira semana de janeiro. Os dias do inverno europeu são escuros e frios, o entusiasmo dos feriados acabou, justamente quando vencem as dívidas do Natal, e as resoluções do Ano Novo foram todas deixadas de lado. As festas, a troca de presentes e as boas intenções, que anteriormente fizeram as pessoas se sentirem felizes, agora as oprimem e deixam-nas sem esperança.

                Há muito tempo, no Egito, o povo hebreu tinha grandes esperanças de que Moisés os libertaria da escravidão. Mas as suas esperanças foram frustradas quando as boas intenções de Moisés os levaram a piores condições. Em lugar de obterem liberdade, o povo foi pressionado com mais carga de trabalho pelos capatazes de Faraó, que exigiram que produzissem mais tijolos com menos recursos.

                Moisés então clamou ao Senhor: "Desde que me dirigi ao Faraó para falar em teu nome, ele tem maltratado este povo e tu de modo algum libertaste o teu povo" (Êxodo 5:23). Moisés e o povo hebreu estavam por aprender que, às vezes, os planos divinos de resgate não entram em vigor antes que, aparentemente, todas as esperanças desapareçam.

                Se as circunstâncias da sua vida parecem ir de mal a pior, trazendo-lhe depressão e desespero, lembre-se de que Deus sempre ouve e responde nossos clamores, mas isso ocorre no seu tempo, e não no nosso.

     

    FONTE:

    Julie Ackerman Link

    Nosso Andar Diário


    13:40:00



    Meditação: Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo. (João 6:66)

     

    Pensamento: O caminho de Jesus nem sempre é fácil.

     

    Leitura: João 6:44-58.

     

    Mensagem:

    Palavras Difíceis de Jesus

     

                Recentemente, uma companhia fez propaganda de um boneco Jesus "que se pode abraçar, lavar e falar com ele", que cita "versículos das Escrituras para introduzir crianças de todas as idades à sabedoria da Bíblia". Suas frases incluem: "Eu tenho um plano magnífico para a sua vida" e "A sua vida é tão importante para mim". Quem não gostaria de seguir um Jesus como este?

                Jesus realmente oferece um plano maravilhoso para as nossas vidas. Mas ele não serve como um gênio cósmico ou um boneco fofinho, disposto a satisfazer todos os nossos caprichos. João 6 nos dá um quadro de um Jesus que não é tão fofinho – na verdade, muitas vezes é até ofensivo. Em vez de realizar os desejos egoístas de seus seguidores, ele frustrou as expectativas deles com suas palavras. Ofereceu-se como pão espiritual do céu e disse: "Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna" (v. 54).

                Essa mensagem foi ofensiva e difícil. A imagem de comer carne e beber sangue não deu aos seus ouvintes "sensações agradáveis". Muitos deixaram de segui-lo (v. 66). Ele não era o conquistador Rei-Messias que eles esperavam.

                Algumas vezes queremos um Jesus que supra nossos desejos egoístas. Mas a vida maravilhosa que ele oferece encontra-se somente na obediência radical aos seus mandamentos. Vamos pedir que Jesus nos mostre o que significam suas palavras, e pedir coragem para agir conforme a sua verdade.

     

    FONTE:

    Marvin Williams

    Nosso Andar Diário

    Ministério RBC


    12:32:00



     
    22 de Janeiro de 2007
    A canção "Sopra Vento" do primeiro álbum musical do Pr. Marco Feliciano já está entre as mais pedidas e tocadas nas principais rádios evangélicas do país. Veja o hot site deste CD.
    O pastor Marco Feliciano quer lançar um livro com os testemunhos dos irmãos que foram abençoados através das mensagens pregadas nos congressos dos GMHU (Gideões Missionários da Última Hora), evento em que ele pregou por nove vezes consecutivas. Clique aqui e saiba como enviar seu testemunho.
    HOMOFOBIA E PROTESTANTISMO
    Tramita no Senado o projeto de lei que criminaliza a homofobia e põe em risco a liberdade de expressão. Se aprovada, pregar contra o homossexualismo poderá ser considerado crime. "Pregamos contra o homossexualismo, e não contra homossexuais" afirma o Pr. Marco Feliciano.
    CURAS E RENOVO EM TATUI-SP
    O Pr. Marco Feliciano pregou na cidade de Tatuí –SP no encerramento da campanha " 12 Dias de Clamor para 12 Meses de Bênçãos". O culto foi marcado pela unção do Espírito Santo e muitas pessoas foram curadas de doenças como câncer, problemas de coluna e visão. Leia mais
    Conheça o testemunho de Thiago Fantini que, após assistir ao DVD "Agonia na Cruz", do Pr. Marco Feliciano, abandonou o tradicionalismo e tornou-se pentecostal. "Ganhei bênçãos espirituais e financeiras após contribuir com ministério Tempo de Avivamento" conta Thiago.
    A Pra. Edileusa Feliciano responde com sabedoria e respaldo bíblico a pergunta da jovem Rafaela, que questiona o tempo de espera do jovem cristão por um esposo (a) preparado (a) por Deus. "Esperar no Senhor não significa cruzar o braços" explica a pastora.
     


    Caso não esteja visualizando esta mensagem clique aqui ou digite esta url http://www.marcofeliciano.com.br/site2007/emk/emk_janeiro_18.asp
    O Ministério Tempo de Avivamento respeita a sua privacidade e é contra o spam na rede. Esperamos que você tenha apreciado esta mensagem. Se você não deseja mais receber e-mails envie um email para semear@semearfogo.com.br com assunto Remover
     


    00:45:00


    Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

    Colunas — Entrevista
    Sociólogo relembra a abertura dos evangélicos para a realidade social brasileira nos anos 60
    Aos 84 anos, o sociólogo e jornalista Waldo Aranha Lenz César, filho e neto de pastores presbiterianos, tem um currículo invejável no que diz respeito ao envolvimento com problemas sociais e religiosos no Brasil e na América Latina. Por vários anos, Waldo foi secretário executivo do Setor de Responsabilidade Social da Igreja da extinta Confederação Evangélica do Brasil (CEB) e realizou quatro consultas nacionais sobre o tema. Diretor da revista Paz e Terra (1966-68) e coordenador e redator dos verbetes sobre religião da Grande Enciclopédia Delta-Larousse (1970) e da Enciclopédia Mirador Internacional (1975), Waldo foi também coordenador da Campanha Mundial contra a Fome, da FAO (sigla em inglês de Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) por oito anos, em Santiago, Chile, e no Rio de Janeiro (1979-1987). Ele é autor de vários artigos e livros (Para uma Sociologia do Protestantismo Brasileiro, Pentecostalismo e Futuro das Igrejas Cristãs, Tenente Pacífico). Waldo é pai da conhecida poetisa Ana Cristina César — falecida em 1983 —, mora em Resende, RJ, e é presbítero da Paróquia (luterana) do Bom Samaritano, no Rio de Janeiro, RJ.

    Ultimato — Você participou da conferência "Cristo e o processo revolucionário brasileiro", realizada no Nordeste, em 1962?
    Waldo — "Cristo e o processo revolucionário brasileiro" foi o tema mais polêmico de um projeto de maior envolvimento de igrejas evangélicas na realidade brasileira. O programa nasceu, em parte, da presença de brasileiros na 2ª Assembléia do Conselho Mundial Igrejas, em Evanston, Estados Unidos, em agosto de 1954, na qual se enfatizava uma relação mais responsável das igrejas com a sociedade e a secularidade. O tema da assembléia nos tocou de maneira especial, sobretudo por causa do suicídio de Getúlio Vargas, notícia que reacendeu nossa preocupação pela crise política que dominava a sociedade brasileira e pela necessidade de um envolvimento cristão mais responsável na conjuntura nacional. De volta ao Brasil, e então com o apoio teológico de Richard Shaull, foi criada, em 1955, a Comissão de Igreja e Sociedade, constituída por líderes de várias igrejas. Inicialmente autônoma, um ano depois foi incorporada à CEB, transformando-se no Setor de Responsabilidade Social da Igreja. Não foi fácil conciliar idéias novas, até certo ponto revolucionárias, para as igrejas membros da CEB; porém conseguimos, nos dez anos de existência do Setor, realizar quatro consultas nacionais, cuja evolução temática indica a trajetória de compromisso e envolvimento com a realidade brasileira: "A responsabilidade social da Igreja" (1955); "A Igreja e as rápidas transformações sociais do Brasil" (1957); "A presença da Igreja na evolução da nacionalidade" (1960). E em 1962, ano de muitos tumultos sociais e preparação do golpe militar, realizamos a quarta e última consulta, em Recife, PE, área de grandes conflitos, sob o tema "Cristo e o processo revolucionário brasileiro". Esta ficou conhecida como a Conferência do Nordeste. Fomos manchetes diárias nos três jornais da cidade, destacando-se o Última Hora: "Cristo presente na crise brasileira"; "Os evangélicos propõem a revolução cristã". Desde o seu início, e durante a década em que durou o Setor, estive envolvido no processo como secretário executivo e organizador das consultas nacionais.

    Ultimato — Como sociólogo de formação cristã, qual foi o seu envolvimento com os problemas sociais do Brasil no período anterior à Revolução de 1964?
    Waldo — A função de executivo do programa Igreja e Sociedade me levou a um envolvimento ainda maior com questões institucionais e sociais que se acumulavam dia após dia, dentro e fora dos limites eclesiásticos. Havia muita reação da parte de igrejas representadas no Setor, mas não filiadas à CEB. (Os 167 participantes da Conferência do Nordeste, provenientes de 17 estados, pertenciam a 16 denominações cooperantes do Setor, enquanto apenas seis denominações compunham oficialmente à CEB) Outra área de atrito se referia ao avanço de relações e de compromissos com não-evangélicos, levando, ambas as situações, a uma crise interna, porém mais institucional do que teológica (crise da "dialética entre valores e estruturas", diria Roger Bastide). Enquanto isso, no âmbito externo, entre intelectuais, havia surpresa quanto à abertura de evangélicos para a realidade social. Mas o avanço das esquerdas nos levava a discutir como contornar situações um tanto inéditas para nós, que incluíam investidas policiais-militares, censura às publicações, o rótulo comum e falso de que tudo era de origem e base comunista. De fato, recusamos convites para pertencer ao Partido e não tínhamos com ele maiores compromissos, a não ser eventuais debates políticos. Mas os espaços de reflexão e de ação foram se estreitando. Já na terceira consulta nacional, em São Paulo (1960), recebi a visita de um agente do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Ele queria saber o que queríamos dizer com "evolução da nacionalidade" (era tempo das reformas de base de João Goulart). Perguntei-lhe se dispunha de tempo, porque, para responder à pergunta, teria de começar com Amós, o profeta da justiça social, no oitavo século antes de Cristo. O policial fez cara de surpresa, e cerca de quinze minutos depois disse que estava satisfeito e apenas ficou para uma das sessões plenárias, proibindo que eu fizesse referência à sua presença.
    O programa Igreja e Sociedade foi encerrado pela CEB com minha demissão sumária (e de outros executivos) dois ou três meses antes do golpe militar, para nosso espanto. Outras portas, no entanto, se abriram, então com maior liberdade de ação. Uma delas, talvez a mais expressiva, foi a criação da revista Paz e Terra (tiragem bimestral de 10 mil exemplares, 300 páginas), da qual fui diretor-responsável desde a fundação, em 1966, ao encerramento em 1968, com minha prisão pelos órgãos de segurança e declaração de inocência depois de anos de processo na Justiça Militar. Paz e Terra cultivava o que se podia denominar "ecumenismo secular". Seu corpo de redação era formado por protestantes (maioria), católicos e não-cristãos, com análises pontuais sobre o Brasil e a realidade internacional, levando-nos a cruzar, por vezes com assombro, essas "paragens não eclesiásticas" (expressão de Gustavo Gutiérrez). A editora também traduziu e publicou dezenas de livros de teólogos contemporâneos. De toda maneira vivíamos a frustração da igreja que poderia ter sido e que não foi, parodiando o poeta Manuel Bandeira.

    Ultimato — Em 1968, a Editora Vozes publicou, sob sua coordenação, o livro Protestantismo e Imperialismo na América Latina. Qual a relação de uma coisa com a outra?
    Waldo — No interior das análises sobre fé evangélica, subdesenvolvimento e cultura, discutia-se a questão da dependência dos países latino-americanos em relação ao mundo desenvolvido. Essa era uma questão crucial para as igrejas, e parte de sua alienação quanto a questões sociais. Por isso publicamos o livro mencionado, com a contribuição de Richard Shaull, Orlando Fals Borda (sociólogo colombiano), Beatriz Muniz de Souza. Coube-me o capítulo "Situação social e crescimento do protestantismo na América Latina".

    Ultimato — Como foi a sua experiência na América Latina a partir do tempo em que morou e trabalhou no Chile?
    Waldo — Durante nove anos, entre 1979 e 1987, trabalhei como coordenador para a América Latina da Campanha Mundial Contra a Fome /Ação para o Desenvolvimento, da FAO. Nos primeiros cinco anos ficamos, minha esposa, Maria Luiza, e eu, radicados em Santiago. Foi um período de plena ditadura Pinochet, filme que já havíamos visto e sofrido no Brasil. Mas não estava lá por motivos políticos, como muitos refugiados brasileiros, e sim como funcionário do escritório regional das Nações Unidas. Cabia-me avaliar solicitações de apoio internacional para projetos sociais, encaminhadas por ONG's, o que me levava a viajar com freqüência. Dessa maneira conheci razoavelmente todos os países da América do Sul e da América Central, sua espantosa diversidade social e cultural (e religiosa), assim como os imensos problemas decorrentes, outra vez, da dependência econômica dos países ricos, principalmente dos Estados Unidos. Vários países ainda sofriam do ranço ditatorial que dominava a região e, nos contatos com o trabalho social das ONG's, tínhamos de levar em conta essa realidade. Muitos projetos enfrentavam corajosamente as distorções que marcavam a vida de amplos setores marginalizados da sociedade.

    Ultimato — O sociólogo Emir Sader disse que "um país que não acerta contas com seu passado não pode olhar de frente para seu presente". O Brasil ainda tem alguma coisa para acertar com seu passado?
    Waldo — O Brasil deve muito ao passado e, sem uma revisão constante do seu processo histórico — do descobrimento às tentativas de um crescimento autônomo (com suas fases de autoritarismo, de revoluções populares fracassadas, dos recentes vinte anos de ditadura etc.) —, certamente faltará uma base sólida para reestruturar a sociedade e a participação do povo marginalizado no atual e difícil caminho de uma plena democracia e cidadania — na qual todos tomem parte. O tempo é a matéria da história. O escritor norte-americano William Faulkner dizia que "o passado nunca está morto, ele nem mesmo é passado."

    Ultimato — O silêncio da juventude universitária de hoje é melhor do que o barulho no início dos anos 60?
    Waldo — Não se pode dizer com clareza se esse silêncio é bom ou ruim. Talvez haja certa alienação, quando a atual juventude universitária está mais a fim de conquistar posições de competência na busca de trabalho e de sucesso. Nos anos 60 havia tensão explícita entre os jovens e o autoritarismo militar, a luta era mais pontual. Hoje, as possibilidades e interesses se multiplicaram de tal forma que talvez diluam um campo de ação mais concreto. Além disso, outras manifestações corporativas têm se manifestado, nem sempre com sucesso ou de forma apropriada, mas de toda maneira indicando o que o filósofo Antonio Negri classifica como um novo tipo de protesto social — o das multidões na busca de novas oportunidades e novas formas de vida.

    Ultimato — Como você vê a proliferação de ONG's evangélicas e a preocupação cada vez maior das denominações históricas na área de ação social e na pregação do evangelho holístico hoje? Seria uma resposta mais evangélica e menos ideológica em relação aos esforços feitos na década de 60?
    Waldo — Não existe um levantamento preciso sobre o crescimento de organizações não-governamentais evangélicas no país. Há evidências de que as ONG's (e não apenas as evangélicas) proliferam, dadas as facilidades legais e financeiras, inclusive governamentais, de apoio a novas expressões da sociedade civil — o que me parece positivo na presente realidade social e cultural, ressalvando que muitas vezes essas organizações resvalam para a corrupção. Sua visão mais social e "holística" talvez se deva às dimensões mais globalizantes da atualidade, das formas instantâneas dos meios de comunicação, da preocupação com o futuro do planeta — elementos, entre outros, da persistência da divisão Norte-Sul e de ordem armamentista, que levam a pensar e agir segundo um novo ritmo e novos parâmetros de ação. Não estou seguro de que as denominações históricas, como igrejas, representem algo mais expressivo nesse campo; nem que suas eventuais estruturas sociais tenham significativa base mais teológica (não diria "mais evangélica") ou ideológica.

    Ultimato — Há alguma idéia, algum pronunciamento, alguma atitude de quando você era jovem que gostaria de reparar?
    Waldo — Difícil relembrar atitudes que hoje, aos 84 anos, deveria reparar. Muitas, certamente. A luta interna na CEB, as dificuldades dominicais com a igreja local (cultos tantas vezes teologicamente alheios à realidade social e cultural que vivíamos nos outros dias da semana), inexperiência para confrontar nossa fé com o mundo secular, tudo isso muitas vezes me levou a atitudes e pronunciamentos menos adequados. O jornal Mocidade, dos jovens presbiterianos, do qual fui diretor, era muito crítico e provocava debates com a cúpula da Igreja Presbiteriana. Sempre que possível, porém, consultava nossa equipe de trabalho, e isso deve ter evitado muitos equívocos e impropriedades.

    Ultimato — Dos 26 aos 41 anos, você trabalhou como secretário executivo da CEB. Quantas denominações evangélicas chegaram a fazer parte dela? Por quanto tempo a Confederação atuou no país? Ela foi realmente relevante?
    Waldo
    — Apenas seis denominações constituíam o conjunto de membros oficiais da Confederação. Para uma entidade com mais de trinta anos de existência (fundada em 1934 e desativada em cerca de 1966), diante do notável crescimento das igrejas evangélicas no Brasil, o resultado era muito escasso. Havia restrição expressa a uma abertura maior ao ecumenismo, cuja palavra era até mesmo interdita, embora a CEB recebesse ajuda financeira do Conselho Mundial de Igrejas, por exemplo, para o Programa Igreja e Sociedade. Sua relevância se destacava numa forte defesa da liberdade de cultos e uma certa representação pública do evangelismo brasileiro, como a nomeação de capelães para as Forças Armadas. Entre os projetos nacionais era expressivo o trabalho do Departamento de Ação Social, de Imigração e Colonização e o de Alfabetização. Em relação às igrejas membros, a CEB produziu o Hinário Evangélico e, durante anos, publicou revistas para escolas dominicais, projeto que as denominações acabaram rejeitando por motivos doutrinários.

    Ultimato — Por que a Confederação Evangélica do Brasil deixou de existir?
    Waldo — O desaparecimento da CEB se deve, primeiramente, a fortes reações de algumas de suas igrejas quanto às demissões mencionadas e à supressão de atividades no campo social. Em um segundo momento, bem mais tarde, a um lamentável envolvimento político, com sua sede já em Brasília, sob direção ou influência da "bancada evangélica". É quando a CEB reaparece em manchete de primeira página do Jornal do Brasil: "Evangélicos adeptos dos cinco anos têm Cz$ 108 milhões [cruzados] de Sarney" (30/11/87). A notícia prossegue ironicamente: "E pela primeira vez, caiu notícia do céu, como a bênção do presidente: Cz$108,5 milhões, doados a fundo perdido para a Confederação Evangélica do Brasil — entidade desativada há quase vinte anos, que ressurge como 'órgão de ação comunitária, sem fins lucrativos', sob o comando de vinte constituintes. Tudo pelo bem-estar das almas e por uma graça difícil: o mandato de cinco anos."

    Ultimato — A Associação Evangélica do Brasil (AEB) substitui a CEB?
    Waldo
    — Não. Na busca louvável de maior cooperação entre as igrejas evangélicas, fundou-se essa nova entidade ecumênica, talvez demasiadamente ambiciosa nos seus objetivos. Mas não deixa de ser mais um espaço para o cultivo pelo menos de encontros e debates sobre a relação entre evangélicos. O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) talvez seja o órgão que mais se aproxima dos objetivos iniciais da CEB, embora ainda limitado pelo pequeno número de igrejas filiadas. Se bem que sua novidade seja a presença oficial da Igreja Católica, a lamentável saída recente da Igreja Metodista (e de toda expressão de natureza ecumênica) certamente limitou ainda mais o futuro do CONIC.

    Ultimato — No livro Pentecostalismo e Futuro das Igrejas Cristãs (Vozes/Sinodal, 1999), você e Richard Shaull mostram-se muito bondosos com a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Se o livro fosse escrito hoje, qual seria a sua análise?
    Waldo — No projeto inicial da pesquisa sobre o pentecostalismo no Brasil não estava prevista maior aproximação com a IURD. Ao entrarmos em campo, porém, deparamos com o seu espantoso crescimento e suas características peculiares de um neopentecostalismo que não apenas se diferenciava de outras igrejas da mesma linha, como expressava ruptura ainda mais contundente com as igrejas históricas. Como o futuro das igrejas tradicionais diante dos novos espaços conquistados pelo pentecostalismo em geral, e, no caso, pela IURD, era um dos assuntos que nos interessavam, procuramos analisar o que levava essa igreja a uma expansão nacional e mundial sem paralelo no cenário protestante brasileiro. Certamente sua ênfase na liberdade maior quanto a "usos e costumes" e a ênfase na experiência religiosa e na evangelização pessoal contribuem para o crescimento — em contraste com a predominância de um conhecimento apenas doutrinário da maioria dos crentes evangélicos. O resultado da pesquisa motivou uma de nossas críticas à IURD, sua "teologia" pragmática. Um dos capítulos do livro — "Fiéis pobres, igreja rica" — procura analisar o fenômeno dessa evidente distância e suas implicações; mas o fato de que a Igreja Universal tem transformado vidas, podemos perguntar onde, de outra maneira, estariam. Que diríamos hoje? Não posso falar por Richard Shaull, cuja contribuição maior, teológica, foi a questão de que o pentecostalismo — e não apenas a IURD — aponta e desafia as igrejas históricas para a exigência de um novo tipo de igreja e um novo paradigma da salvação. Meu receio é de que, na sua contínua expansão, a IURD inclua processos de opressão e dependência espiritual, sobretudo no que se refere ao constrangimento financeiro e à referida e acentuada diferença de vida e de bens materiais entre dirigentes e povo.

    Ultimato — De quem você tem saudade no protestantismo brasileiro, além de Richard Shaull?
    Waldo — Tive o privilégio de trabalhar durante anos com Dick Shaull, que faz falta e deixou saudades. Mas são muitos os companheiros que se foram nessa já longa trajetória cristã, no Brasil e no exterior. Mas me limito a lembrar o reverendo Samuel César, pastor presbiteriano, meu pai, homem de grande caráter e mansidão, porém corajosamente mais voltado à defesa de pessoas ou situações de injustiça do que em questões nas quais estivesse eventualmente envolvido. Homem de grande cultura e espiritualidade, pianista e organista, compositor, interessado em literatura, matemática e em astronomia (descrevia com precisão as constelações celestes), além de profundo conhecedor da Bíblia. Presto a ele uma homenagem no meu romance Tenente Pacífico, história e ficção sobre a revolução paulista de 1932, e sua atuação ponderada, em Resende, entre familiares, amigos e na própria situação política e militar.

    22:59:00



    Notícias — Mais do que notícias
    http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=1162&secMestre=1218&sec=1246&num_edicao=300
    Tartarugueiros e tamareiros

    Tartarugueiro é uma palavra criada recentemente. É o nome que se dá aos pescadores ligados ao Projeto Tamar que protegem cerca de 14 mil ninhos e 650 mil filhotes de tartarugas marinhas nos 1.100 quilômetros de praias brasileiras. Graças a eles e a outros participantes do projeto, 22 milhões de filhotes de tartarugas foram protegidos e liberados ao mar nos últimos 13 anos. O Projeto Tamar, criado em 1980, já produziu 350 artigos científicos. E, por causa de sua importância na proteção do ecossistema e de toda a comunidade que nele vive (algas, plantas, fungos e animais), recebeu vários prêmios no Brasil e no exterior. Esse esforço pode ser considerado uma resposta ao princípio da mordomia ecológica, que se encontra no primeiro livro da Bíblia: "O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo" (Gn 2.15).

    Tamareiro não é a mesma coisa que tartarugueiro. Esta palavra ainda não existe, mas precisa existir. A missão do tartarugueiro é salvar as espécies de tartaruga ameaçadas de extinção. A missão do tamareiro é salvar as mulheres da violência sexual.

    Na verdade há duas organizações chamadas Tamar; uma no Brasil e outra na África do Sul. A primeira se chama Projeto Tamar e a segunda, Campanha Tamar (Tamar Campaign). No caso do projeto brasileiro, o nome Tamar surgiu da contração das palavras TArtarugas MARinhas. No caso do projeto sul-africano, o nome Tamar surgiu da lembrança da violência sexual cometida contra uma jovem muito bonita chamada Tamar (2 Sm 13.1-21).

    Embora muito louvável, o Projeto Tamar não tem a importância da Campanha Tamar. O projeto trabalha para proteger e preservar a vida dos répteis quelônios aquáticos que vêm à praia apenas para a desova. Já a campanha trabalha para proteger a dignidade de meninas, mocinhas e mulheres da fúria sexual de certos homens.

    Muito mais importante do que salvar os filhotes de tartarugas no litoral brasileiro é salvar as mais de 100 mil crianças e adolescentes que são exploradas sexualmente em 937 municípios brasileiros, segundo levantamentos de ONG's, do UNICEF e da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.

    A Tamar da Bíblia era filha de Davi, o autor da maioria dos Salmos. Quando Amnon, seu meio- irmão, a agarrou e a levou para a cama, a moça lhe disse: "Não, meu irmão! Não me faça violência. Não se faz uma coisa dessas em Israel! Não cometa essa loucura. O que seria de mim? Como eu poderia livrar-me da minha desonra?" (2 Sm 13.12.)

    Tamar disse não várias vezes, mas Amnon disse sim e valeu-se de sua força física para praticar a violência sexual. E, depois de satisfazer seus instintos, "sentiu forte aversão pela moça, mais forte que a paixão que sentira", e pôs Tamar para fora de sua casa.

    Tamareiros são as pessoas que não se conformam, em absoluto, com os crimes cometidos contras as Tamares de ontem e de hoje e fazem alguma coisa. "A igreja, como instrumento de Deus, não pode tolerar nem silenciar quanto ao abuso físico, espiritual, mental e verbal da mulher", lembra o folder da Campanha Tamar (
    labanc@ukzn.ac.za). O que essa organização cristã pretende fazer é: 1) encorajar as igrejas a levantar a voz contra o abuso; 2) promover estudos bíblicos sobre a violência contra a mulher; 3) conscientizar as mulheres das várias formas existentes de abuso e mostrar os caminhos para se livrar deles; 4) encorajar os pastores a pregar contra o abuso e promover reuniões especiais sobre o assunto; 5) mostrar a relação entre violência sexual e HIV/aids.

    O escritório da Campanha Tamar fica na Ujamaa Centre, na cidade de Scottsville, na província de Natal, na África do Sul, e está ligada à University of KwaZulu, em Natal. (Oitenta por cento das mulheres que vivem em assentamentos na África do Sul foram estupradas e 32% dos estupros registrados no meio urbano foram cometidos por familiares.)


    A Tamar boliviana

    "A princípio, fiquei com vergonha de contar para meu pai, líder leigo na igreja, que eu tinha sido estuprada por dois homens e infectada com o HIV. Temia também a reação das pessoas mais velhas da igreja. Mas, quando falei com meu pai, ele demonstrou tremenda compaixão. E, no dia em que contei à igreja, recebi mais abraços do que em toda a minha vida."

    Gracia Violeta Ross, da Igreja Metodista da Bolívia


    O nome de Deus na boca dos opressores, dos oprimidos e de Maria

    Apenas quatro anos separam a premiação do argentino Adolfo Pérez Esquivel e a do sul-africano Desmond Tutu. Ambos receberam o mesmo prêmio — o Nobel da Paz —; o primeiro, em 1980 e, o segundo, em 1984. Os dois têm a mesma idade: 74 anos.

    Tanto Esquivel como Tutu estiveram presentes na 9ª Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), em Porto Alegre. Ambos participaram da Caminhada pela Paz realizada na noite de 21 de fevereiro. E ambos queixaram-se do uso da religião para justificar atos contrários à paz. O Nobel da Paz de 1980 disse que estamos usando e abusando do nome de Deus, até "para fazer guerras". O Nobel da Paz de 1984 lembrou que muitos cristãos justificam o racismo e as guerras, e deu um exemplo: "Até a Ku Klux Klan, que assassina negros nos Estados Unidos, exibe uma cruz em suas vestes".

    Entretanto, os oprimidos também usam o nome de Deus. Por exemplo, o sem-teto Francisco Pernambucano declarou numa das oficinas da assembléia do CMI que "Deus está especialmente nas favelas, debaixo de pontes, com os mendigos, os famintos, os necessitados de justiça e paz".

    Embora não se possa concordar com tudo o que os oprimidos falam e fazem, antes de julgar a possível irreverência do sem-teto, seria bom reler esta pequena frase do Magnificat de Maria: "[O Poderoso] derrubou governates dos seus tronos, mas exaltou os humildes. Encheu de coisas boas os famintos, mas despediu de mãos vazias os ricos" (Lc 1.52-53).


    O Conselho Mundial de Igrejas e a Guerra do Iraque

    Poucas horas depois do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, o Comitê Executivo do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) se reuniu em Genebra e enviou uma carta pastoral às igrejas dos Estados Unidos manifestando sua dor e indignação pelo acontecido. Dois meses depois, o presidente do CMI para os Estados Unidos, juntamente com o secretário-geral adjunto e uma delegação formada por representantes da África do Sul, França, Paquistão, Rússia e Indonésia, Líbano e Palestina, visitaram as igrejas americanas para levar a mesma mensagem de solidariedade. Depois de passarem por Nova York, Chicago e Washington, a delegação chegou a Oakland, na Califórnia, onde se reunia o Conselho Nacional das Igrejas de Cristo.

    Em setembro de 2002, diante da crescente tensão mundial em relação ao Iraque, o Comitê Central do CMI pediu com insistência aos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido que desistissem de levar a cabo uma invasão ao Iraque. Com as ameaças constantes de uma ação militar, cresceu entre as igrejas membros do CMI o repúdio às soluções bélicas. Em janeiro de 2003, o CMI convocou os líderes eclesiásticos para uma reunião internacional em Berlim, que se pronunciou oficialmente contrária à Guerra do Iraque. Poucas semanas mais tarde, o mesmo Comitê publicou uma firme declaração contra o conflito armado, expressando sua profunda preocupação com as conseqüências humanitárias dessa ação. No dia 20 de março, quando começou a Guerra do Iraque, o secretário-geral do CMI, o alemão Konrad Raiser, declarou que a guerra preventiva era imoral, ilegal e desacertada.

    Em fevereiro de 2006, reunida em Porto Alegre, a assembléia do CMI recebeu uma carta assinada pelos representantes das igrejas membros do CMI nos Estados Unidos, na qual se lê:

    "Somos cidadãos de uma nação que tem colocado em perigo a família humana e a criação."

    "Nossos líderes não ouviram as vozes dos líderes religiosos em nossa nação e no mundo, envolvendo-se em projetos imperialistas que buscam dominar e controlar, em benefício dos interesses da nossa nação. Lamentamos especialmente a Guerra do Iraque [...], pela violação das regras mundiais e dos direitos humanos."
    "Confessamos que temos falhado em levantar a voz profética, [...] chamando nossa nação para a responsabilidade global da criação, e somos cúmplices de uma cultura do consumo. [...] Confessamos que temos falhado em levantar a voz profética [...] em favor da justiça econômica."


    O caldeirão religioso da América Latina

    Mais de mil homens e mulheres de todas as partes do mundo pisaram o solo da América Latina pela primeira vez na vida na segunda quinzena de fevereiro de 2006. Eles vieram para participar da 9ª Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), realizada em Porto Alegre, a capital mais meridional do Brasil.

    Os hospedeiros brasileiros tiveram a feliz idéia de produzir um livro, Bem-vindo ao Brasil e América Latina, que apresentou honestamente aos seus hóspedes nossa diversidade cultural, religiosa e étnica. Publicado em português e em inglês pelo CMI, o livro contém trabalhos de Ivone Gebara, José Oscar Beozzo, Sandra Duarte de Souza, Zwinglio M. Dias, Juan Sepúlveda e Luiz Carlos Susin.

    O público brasileiro também precisa conhecer a sua diversidade histórica. Para tanto, Ultimato transcreve apenas três fragmentos:

    "O processo de formação do cristianismo na América Latina e no Caribe foi plural desde o início, tendo-se em conta: a) Os povos e culturas nativas preexistentes no continente e a persistência de muitos aspectos de suas crenças e costumes até hoje; b) Os agentes colonizadores vindos de diversas metrópoles européias e de diferentes igrejas cristãs; c) A origem dos cerca de 11,5 milhões de escravos trazidos à América vindos de distantes regiões culturais, lingüísticas e religiosas da África; d) As correntes migratórias européias e asiáticas do século 19 que tornaram o quadro anterior ainda mais complexo e diversificado."

    José Oscar Beozzo
    , historiador e padre, da Diocese de Lins, SP.

    "É quase impossível fazer um mapeamento do sagrado na América Latina, tamanho o pluralismo que a caracteriza. Apesar do fato de que a religião declarada da maioria da nossa população é ainda o catolicismo, o que as pesquisas de cunho quantitativo estão longe de mostrar é a elasticidade religiosa que se esconde por trás dessa declaração."
     
    Sandra Duarte de Souza, doutora em ciências da religião, professora da Universidade Metodista.

    "Quem quiser fazer sinceramente teologia no Brasil precisa começar por encarar a herança e a matriz da fé e da religiosidade barroca, xamanística, mágica, curandeira, sincrética, de alta racionalidade simbólica, capaz de transfigurar o feio em bonito, a ilusão em sabedoria, o sofrimento em esperança, a dor em riso, a pobreza em glória, ainda que seja nos quatro dias de Carnaval [...]. Para entender o pluralismo, é preciso ir para trás, não para frente, e buscar o que sempre esteve presente, embora oculto ou costurado no manto da oficialidade católica e que agora ganha mais autonomia."
    Luiz Carlos Susin, frade capuchinho, membro fundador da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião do Brasil.


    Desmond Tutu: "No abraço amoroso de Deus cabem brancos e negros, gays e lésbicas, George Bush e Bin Laden"

    O arcebispo anglicano da África do Sul, Desmond Tutu, Nobel da Paz de 1984, em entrevista coletiva concedida em Porto Alegre, por ocasião da 9ª Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas, fez a declaração acima cem por cento evangélica.
    Por meio de gestos e palavras, Jesus deixou bem claro que o abraço amoroso de Deus é de fato abrangente. Ele escolheu três mulheres de vida irregular, citadas nos Evangelhos não pelo nome, mas por expressões nem um pouco lisonjeiras: a mulher samaritana (Jo 4.1-26), a mulher adúltera (Jo 8.1-11) e a mulher "pecadora" (Lc 7.36-50). Ele entrava em casas de publicanos e pecadores, assentava-se à mesa com eles e participava de suas refeições (Mc 2.13-17). Era conhecido como amigo de publicanos e pecadores (Mt 11.19). E ainda teve a ousadia de chamar Judas de "amigo", no momento em que o traidor o entregava aos soldados do templo (Mt 26.50).

    Para Jesus não há problema algum em aproximar-se de brancos e negros, de George Bush e Bin Laden, de gays e lésbicas. Ele nunca precisou quebrar preconceito algum, porque não os tinha. Jesus morreu entre dois criminosos condenados à pena máxima por crimes hediondos (Mc 15.27).

    Mas há um detalhe que o Nobel da Paz não mencionou: o abraço amoroso de Jesus é terapêutico, é para "buscar e salvar o que estava perdido" (Lc 19.10), para tirá-lo de um atoleiro de lama e pôr os seus pés sobre a rocha (Sl 40.2), para trazê-lo do chiqueiro de porcos para a sala do banquete (Lc 15.11-32). Sejam os brancos que escravizavam os negros ou os negros que capturavam seus irmãos e os traziam para os portos onde os navios negreiros ancoravam. Sejam os gays e as lésbicas, os cônjuges adúlteros, os políticos corruptos, os comerciantes desonestos, os pregadores de mentiras e os opressores dos pobres. Sejam os Bin Ladens que derrubam torres e os George Bushes que exibem seu poderio econômico e militar.

    Depois de explicar o óbvio ("Não são os que têm saúde que precisam de médicos, mas sim os doentes"), Jesus foi incisivo: "Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento" (Lc 5.31-32).

    O abraço misericordioso e abrangente de Jesus possibilita o arrependimento e tudo o que vem em seguida. À mulher surpreendida em adultério e protegida por Jesus de seus impiedosos e irresponsáveis acusadores, o Senhor disse duas coisas: "Eu também não a condeno"; "Agora vá e abandone sua vida de pecado" (Jo 8.11).

    No abraço amoroso de Deus cabe toda sorte de pecadores, para que eles sintam o calor da graça, da misericórdia e do amor de Deus e se deixem conduzir ao arrependimento. Não se pode separar o abraço do arrependimento nem o arrependimento da conversão!


    A dança do rei Davi e a dança da deputada Angela Guadagnin

    A dança é incontrolável quando a alegria toma conta do coração. Não dá para esperar outra ocasião e outro local para extravasar as emoções quando elas tomam conta da pessoa. O Antigo Testamento diz que, no dia em que Davi comandou o desfile militar e religioso (30 mil soldados), que conduzia triunfalmente a Arca do Senhor de Quiriate-Jearim para Jerusalém, o rei "foi dançando com todas as suas forças perante o Senhor", e todos os israelitas participaram da marcha com "gritos de alegria". A única pessoa que considerou aquela cena inusitada uma falta de "decoro parlamentar" foi a esposa de Davi, Mical, filha do rei anterior. Ela o desprezou por vê-lo dançando e celebrando no meio do povo e afirmou que ele havia se portado não como rei, mas como "um homem vulgar" (2 Sm 6.1-23).

    Quanto à dança da deputada Angela Guadagnin, o erro não foi a dança em si, mas o motivo: a absolvição de seu colega petista, um dos acusados do mensalão.
    O grande problema é que Brasília não tem tido bons motivos para seus deputados saírem dançando pelos corredores da Câmara. Tomara que a situação se reverta e todos eles comecem a dançar. Não será, então, falta de decoro parlamentar!

    22:57:00



     
    O cristianismo é, antes de tudo, um acontecimento. Certamente é uma doutrina, mas antes disso é acontecimento de um evento que muda a vida [...]. Qual é a prova concreta de que encontrei o Senhor? É que, apesar de minhas distrações, minhas misérias, minhas resistências, minhas traições, minhas incoerências, minha vida vai mudando. A minha relação com minha esposa e com os filhos muda. Se não muda, é porque estou na distração total [...]. Minhas amizades, o uso do meu tempo livre e do meu dinheiro mudam. Se não mudam, é porque meu encontro com o Senhor é superficial.

    Dom João Evangelista Martins Terra, bispo auxiliar emérito de Brasília

    22:56:00



    Morreu em 2006, na Inglaterra, aos 93 anos, o pai das livrarias evangélicas do Brasil

    http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=1163&secMestre=1218&sec=1247&num_edicao=300
    O monstro da morte, cujo lábio inferior toca a terra e o superior, o céu, teve muito trabalho para devorar David Glass, o brasileiro naturalizado nascido de pais ingleses na Ilha de Wight, defronte à cidade de Southampton, na Inglaterra, dois anos antes da Primeira Grande Guerra.

    David escapou de morrer afogado em duas ocasiões dramáticas. Primeiro, ao desembarcar no Rio de Janeiro, em 1913, com seis meses de idade. A criança escapuliu dos braços da mulher que o segurava e caiu no mar, mas os marinheiros o socorreram a tempo. Segundo, quando o navio que o levava a Buenos Aires naufragou durante uma noite escura e gelada no rio da Prata, em 1964, quando ele tinha 52 anos. Depois de cinco horas agarrado a uns pedaços de madeira, foi recolhido por um barco salva-vidas.

    Há mais de doze anos sem estômago por causa de um câncer, David Glass morreu em 10 de março, quatro meses depois de completar 93 anos, ao lado da esposa e dos quatro filhos, na Inglaterra.

    O nome de David Glass tem uma importância enorme na história do protestantismo brasileiro, principalmente quanto à literatura evangélica. Depois de trabalhar algum tempo como diretor da Casa Editora Evangélica, em Teresópolis, RJ, Glass fundou na rua da Constituição, próximo à praça Tiradentes, no Rio de Janeiro, a primeira livraria evangélica do país, que existe até hoje, 55 anos depois. Foi ele também um dos fundadores da Camâra de Literatura Evangélica do Brasil (CLEB). Hoje, a Associação Nacional de Livrarias Evangélicas (ANLE) reúne centenas de livrarias, e a Associação de Editores Cristãos (ASEC) conta com cinqüenta editoras evangélicas.

    Um ano antes de completar 40 anos, David Glass apaixounou-se por uma mocinha que tinha acabado de completar 20 anos e trabalhava na livraria. Casou-se com Dora Mafra, filha do pastor Agenor Mafra, em novembro de 1951.

    O pendor de David Glass pela literatura tem muito a ver com o pai, Frederico C. Glass, um engenheiro britânico que veio trabalhar no Brasil primeiro numa companhia brasileira de estrada de ferro, aos 21 anos (1892), e depois na Mina de Morro Velho, em Nova Lima, MG. Embora fosse um homem religioso, o velho Glass era desprovido de uma experiência pessoal de conversão. Tudo era uma rotina, sem vida, sem paixão, até o dia 20 de junho de 1897, quando de joelhos em seu quarto, depois de ler a promessa de perdão e de purificação contida em 1 João 1.9, fez do Jesus até então apenas histórico seu Salvador pessoal. Encantado com as novas certezas e com o valor das Sagradas Escrituras, ele deixou a Mina de Morro Velho e tornou-se colportor, distribuidor de Bíblias, pelo interior do Brasil. As viagens eram feitas a cavalo ou em carro de bois; de Araguari, MG, a Goiás, antiga capital do Estado de Goiás, o ex-engenheiro gastou três meses. O pai de David Glass trabalhou cinqüenta anos como colportor e morreu aos 89 no Rio de Janeiro. O livro Aventuras com a Bíblia no Brasil (300 páginas), de sua autoria, é uma preciosidade.

    David Glass, que morreu 46 anos depois do pai, era missionário da antiga UESA, hoje Latin Link, com sede na Inglaterra.

    22:30:00



     
    Capa — O movimento gay cristão
    Ultimato e Homossexualidade
       Nesta matéria:
    Ultimato e Homossexualidade
    É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do encontrar respaldo bíblico para o homossexualismo
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    Ex-gays? Há muitos!
    Por que desobrigar apenas os homossexuais?