Cristãos são tema da revista da Folha

post Category: Uncategorized post Comments (5) postJanuary 11, 2009

revista

Hoje a matéria feita sobre o Projeto 242 e alguns ministérios que nasceram entre nós foi publicada. Eu peguei o jornal cedo e como geralmente faço, dei uma olhada rápida nas manchetes e então abri para ver a capa da revista. Quando avistei o braço do Adriano com a Bíblia na mão percebi que a matéria havia saído e pedi para que minha esposa lesse para mim enquanto dirigiámos para o culto da manhã. Nossa avaliação é que a intenção da matéria foi boa, houve uns escorregões aqui e ali (o que nos fez rir em alguns momentos e franzir as sombrancelhas em outros), mas de um modo geral, o que está escrito lá é um pouco do que somos. O texto da Revista da Folha encontra-se aqui.

fonte: http://www.sandrobaggio.com/

Muro das Memórias | Eduardo Kobra | Arte de Rua

Muro das Memórias
O artista plástico Eduardo Kobra é autor do belo projeto “Muro das Memórias”, que tem como principal objetivo transformar a paisagem urbana através da arte e resgatar a memória da cidade. É uma mistura de nostalgia e modernidade, por meio de imagens do inicio do século passado, em muros e espaços da cidade. Desde 2006 já foram entregues 18 murais e a idéia é fazer mais três até o final de 2008.

Kobra desenvolve obras que misturam o traço do grafite -rico em sombra, luz e brilho – com traços da aerografia. O resultado são murais tridimensionais que permitem ao público interagir com a obra.

Em setembro, Kobra terá seus trabalhos publicados no livro sobre Muralismo editado na Grécia pela editora Carpediem, que contará com 169 artistas de todo o mundo.

Entre os trabalhos feitos por Kobra em São Paulo, a primeira via presenteada foi justamente a mais importante da cidade: a Avenida Paulista, que ganhou no dia do aniversário da cidade (25 de janeiro) um mural com a imagem da própria paulista em 1920, do livro “Avenida Paulista - A síntese da Metrópole”, de Antonio Soukef Júnior e Eduardo Albarello.

Segundo Kobra, “a idéia do mural, que reproduz um bonde na Paulista, é estabelecer uma comparação entre o ar romântico e o clima de nostalgia da avenida naquela época com a constante agitação, característica de grandes centros, como é a Paulista atual”.

A Avenida Sumaré também recebeu um mural: uma imagem inspirada na foto de Guilherme Gaensly, do Arquivo Público do Estado de São Paulo, que retrata o Porto de Santos em 1.920. Outro belo trabalho está instalado em um muro na Avenida Helio Pelegrino, 1.200, inspirado em uma na foto da rua Direita em 1905, do livro “Lembranças de São Paulo”, de João Gerodetti e Carlos Cornejo. A obra foi concluída em 2007.

Destaque ainda para a obra que retrata a rua Rangel Pestana de 1900 e foi pintada dentro da loja Magma, que está localizada no número 1249 da mesma via. A imagem, inclusive, mostra a fachada do comercio no século passado - que continua igual até os dias de hoje.

Em outro trabalho, entregue no dia 16 de agosto de 2007, por conta do aniversário de 447 anos do bairro de Pinheiros, o artista, se inspirou em uma fotografia de Jurandir Goldschimidt, que retrata o Largo de Pinheiros em 1920, com seu Coreto e Bonde: um painel de 200m² no muro lateral da Igreja do Calvário, em Pinheiros. Destaque também para um sexto mural que retrata o bonde o no Parque Antarctica e foi produzido na rua Belmiro Braga, na Vila Madalena.

Kobra finalizou recentemente um mural em frente ao Instituto Tomie Otake, em Pinheiros, com a imagem do Viaduto Santa Efigênia, em 1913, inspirada em um cartão postal da época. Também recentemente pintou um escritório da UBB, no Edifício Andrauss, uma imagem do Viaduto do Chá e o Teatro Municipal, no inicio do século. Seu trabalho mais recente é o painel entregue na Avenida Morumbi (altura do número 6.700), de trinta metros de comprimento por cinto metros de altura, que traz a uma cena da rua São Bento, no Centro da Cidade, na década de 20.

O artista pretende fazer pelo menos mais três painéis até o fim do ano, para isso busca apoio de empresas para custear o material utilizado e assumir a parceria deste presente para São Paulo.

Rua direita em 1905 esta na Hélio Pelegrino
Artista Eduardo Kobra mostra sua arte Rua direita em 1905 esta na Hélio Pelegrino (Foto: Divulgação)

Imagem noturna do Muro Avenida Morumbi
Artista Eduardo Kobra mostra sua arte Imagem noturna do Muro Avenida Morumbi (Foto: Divulgação)

Kobra e equipe trabalhando no painel com bonde camarão parque Antarctica Vilamadalena
Artista Eduardo Kobra e sua equipe trabalhando no painel com bonde camarão parque Antarctica Vilamadalena (Foto: Divulgação)

Muro da Memoria na Avenida Morumbi
Artista Eduardo Kobra mostra sua arte o Muro da Memoria na Avenida Morumbi (Foto: Divulgação)


Perfil do artista
O paulistano Eduardo Kobra, 32 anos, começou os seus primeiros traços em 1987, junto com a segunda geração do grafite, sob a influência do hip hop, Inquieto e de personalidade, logo foi aprimorando os seus traços, desenvolvendo a sua exclusiva forma de expressão. Suas criações são ricas em detalhes, extremamente realistas, com uma estética perfeita, pois são frutos de pesquisas detalhadas e contam com a parceria da visão técnica do arquiteto, urbanista e especialista em projeto e execução de trabalhos bi e tridimensionais para espaço público Márcio Rodrigues Luiz. Fundou em 95, o Studio Kobra, onde comanda uma equipe especializada em pintura de painéis artísticos.

Embora nunca tenha tido contato pessoal, um de seus principais mestres atuais é o norte-americano Eric Grohe, um artista plástico que faz da sua arte um meio de transformação. A dimensão, a perfeição e o realismo de seus murais confundem os olhos de quem observa, reduzindo a nada a diferença entre escultura e pintura. Os trabalhos de Kobra, muitos executados antes mesmo do contato com a arte de Grohe, trazem características semelhantes.

Além do projeto “Muro das Memórias” e de vários outros grafites feitos em espaços da Cidade, Kobra já trabalhou para empresas como Playcenter, Beto Carrero World, Coca-Cola, Nestlé, Chevrolet, Ford, Roche, Jonnie Walker, Roche, Iodice e Carmim; para as agências The Marketing Store, Diageo, Agnelo Pacheco e para bares e restaurantes importantes de São Paulo, como o Trindade e o JK, além de ter trabalhado com o arquiteto Sig Bergamin para a Lê Lis Blanc.
 
Fonte: Airton Gontow - Gontof Comunicação

Jovens com uma visão // QUERO FAZER ISSO!!!!!!!!!!!

14/01/2009 - 14:30 por Mark Moring

Jovens com uma visão

A história de dois adolescentes que levantaram mais de 1 milhão de dólares para os órfãos da AIDS na África.

Os adolescentes norte-americanos estão se importando com alguma coisa.

De acordo com um estudo feito em 2005 pela Corporation for National and Community Service, aproximadamente 15,5 milhões de adolescentes – 55 por cento – participam de atividades voluntárias. O número de adolescentes voluntários é quase duas vezes maior que o de adultos, com 29 por cento. Os jovens voluntários somam mais de 1,3 bilhões de horas de serviços comunitários a cada ano, no EUA.

Muitos dos serviços são prestados em igrejas, levantando dinheiro para os mais necessitados. Grupos de jovens que se esforçam para levantar fundos (maratonas de voley, corridas de 30 horas) são matérias de capa dos jornais locais. Mas, às vezes, o empenho da juventude cristã é tão extraordinário, que se torna notícia nacional.

Christianity Today entrevistou dois desses adolescentes, também para contribuir com esse movimento.

Na maior parte dos times de basquete, se você errar a metade de seus três arremessos, simplesmente você estará no banco. A menos que você esteja jogando pelo Hoops of Hope (Gritos de Esperança). Mesmo o capitão do time – Austin Gutwein, que fundou o grupo há 14 anos – só acerta 50 por cento de seus arremessos livres. Mas, tudo o que importa para ele é que, por cada lance livre que ele arremessa – não importa quantos ele marque – um outro órfão da AIDS na África é ajudado. Esta é a premissa do Hoops of Hope, cujo fundador Austin, na idade de nove anos, criou após assistir a um vídeo da Visão Mundial sobre a AIDS na África. A história focava uma menininha da Zâmbia que havia perdido seus pais para a AIDS.

“Ela estava sozinha vivendo dentro de uma cabana de barro, encolhida sob uma lona, na chuva”, diz Austin, que vive com sua família – os pais Dan e Denise e a irmã Brittany, 13 anos – em Mesa, Arizona. “Era incrivelmente triste. Eu comecei a pensar em como seria a minha vida se eu perdesse os meus pais, e eu nem conseguia imaginar isso”.

“Eu senti como se Deus estivesse me dizendo para fazer alguma coisa”.

2057 lances livres - O que ele fez foi dar início ao que ele chama de levantamento de fundos “arremesso-uma-tonelada”. Ele pediu padrinhos que garantissem dinheiro enquanto ele arremessava uma ‘tonelada’ de lances livres – dando um novo significado ao termo “Golpe de Caridade”.

O Hoope of Hope lançou oficialmente o Dia Mundial da AIDS em dezembro de 2004, quando Austin lançou 2057 arremessos livres – um por cada criança órfã durante um típico dia escolar (baseado nas estimativas das Nações Unidas de que 6000 crianças no mundo ficam órfãs diariamente como resultado da AIDS).

Austin levantou mais de 3 mil dólares naquele ano e apadrinhou oito órfãos através da Visão Mundial. Esta agência de ajuda começou a anunciar a Hoope of Hope e pessoas ao redor do mundo começaram a apoiar seus eventos. A caridade, continuando a sua parceria com a Visão Mundial, tem levantado quase 500 mil dólares em quatro anos.

Parte do dinheiro foi utilizada para construir escolas na Zâmbia. Austin esteve na última grande abertura do outono, onde líderes da aldeia agradeceram a ele diante de uma multidão de mais de mil pessoas.

“Eu estava sem fôlego”, diz Austin. “Esta escola vai fazer muito por estas crianças e por esta aldeia”.

Em 2007, com mais de 5 mil participantes em todo o mundo, Hoope of Hope angariou mais de 200 mil dólares para a construção de um laboratório médico e um centro de aconselhamento em Zâmbia; Austin pretende visitar este projeto em março.

Neste ano a Hoope of Hope almeja levantar dinheiro suficiente para construir uma outra clínica em Zâmbia, com foco na prevenção da transmissão do vírus da AIDS de mãe para filho.

“A prevenção é parte importante de nossa missão”, diz Austin. “Em primeiro lugar queremos prevenir que crianças fiquem órfãs. Queremos que aqueles que têm AIDS recebam tratamento. E queremos que eles aprendam sobre o amor de Cristo”.

Hoopes of Hope adicionou outro parceiro este ano: o Revolve Tour, em evento para apresentar adolescentes musicistas e oradores cristãos – incluindo Austin. Milhares estão se inscrevendo para participar do projeto.

Quando Austin fala nas conferências, ele diz às meninas, ”vocês não têm que mudar o mundo. Você só muda o mundo através de uma pessoa”. Austin não criticou as questões políticas ou morais da AIDS.

“Quando crianças, não nos preocupam a respeito do por que e como qualquer pessoa contrai a doença”, ele diz. “Tudo o que nós, crianças, queremos fazer é ajudar outras crianças”.

“Nós podemos mudar o mundo como crianças”, ele acrescenta, citando I Timóteo 4:12 como sua motivação. “Nós não precisamos esperar até ficarmos adultos. Nós podemos fazer a diferença agora”.

Outra pequena missionária - Enquanto uma pré-escolar, Kendall Ciesemier acreditava que cresceria para ser famosa, embora ela não soubesse para quê.

Então, um dia, na quarta série, Kendall foi até seus pais, Mike e Ellery, e disse, “Deus me disse que vou ser famosa para ajudar as pessoas”.

Mas que pessoas? Ela encontrou a resposta um ano mais tarde enquanto assistia a um programa especial da ‘Oprah’ sobre os órfãos da AIDS na África. Kendall, então com 11 anos, foi movida pela história de uma menina de 12 anos que havia perdido seus pais para a AIDS e estava cuidando de seus três irmãos mais novos.

“Eu pensei”, como alguém consegue fazer aquilo?”, Kendal, agora com 15 anos, diz: “Minha mãe estava lá sentada, chorando, mas eu pensava, ‘você pode chorar, mas eu vou fazer alguma coisa a respeito disso’”.

Ela foi para o seu quarto, fez uma pesquisa na internet sobre “Órfãos da AIDS na África” e encontrou o site da Visão Mundial, onde ela aprendeu que poderia apadrinhar uma criança com 360 dólares por ano. Então ela juntou o dinheiro para o seu aniversário, para o natal e parte de suas economias, encheu um envelope e pediu um selo a seus pais.

“Eu estou apadrinhando uma criança”, anunciou ela. “E não me façam muitas perguntas, porque eu quero fazer isto por mim mesma”.

Seis meses depois, Kendall precisou de um transplante de fígado. Nascida com uma rara doença chamada “atresia biliar”, ela viveu uma infância relativamente normal, embora com freqüentes cuidados médicos. Passou a maior parte do verão de 2004 no hospital. O primeiro transplante falhou devido a complicações, mas o segundo foi um sucesso.

Pouco antes de ser admitida no hospital, Kendall teve uma idéia: Ao invés de juntar a variedade usual de flores, bolas e ursos de pelúcia que ganharia enquanto estivesse no leito do hospital, porque não pedir às pessoas donativos para os órfãos da AIDS? Ela voltou ao site da Visão Mundial e aprendeu que ela poderia apadrinhar uma comunidade em Zâmbia com 60 mil dólares.

“Então este será o meu objetivo”, diz ela. “Meus pais disseram algo como ‘talvez você devesse dar mil dólares’. Eles tentaram me convencer a diminuir meu alvo, mas eu estava numa de ‘de jeito nenhum’”.

E, com isso, às vésperas de uma cirurgia à qual ela poderia não sobreviver, nasceu a Kids Caring 4 Kids.

Uma vez fora do hospital, ela recrutou amigos e assou pães para vender, montou uma barraca de limonada e vendeu camisetas do KC4K. Em outubro de 2006 ela alcançou os 60 mil dólares.

Kendall também se associou ao ministério para AIDS da Wheaton Bible Church, uma congregação no bairro suburbano de Chicago, que sua família estava freqüentando naquela época. Através dos parceiros e missionários da igreja, Kendall e o KC4K começaram a sustentar, com o Hope for Life, um ministério para órfãos no Kenia.

Informações sobre o KC4K começaram a se espalhar. A CBS fez uma chamada para o The Early Show. Ainda em 2007, Kendall foi nomeada uma das ‘Dez Mais Jovens Voluntárias’ na nação, pela Prudential.

Reunião surpresa – Então Oprah comentou. Trabalhando secretamente com os pais de Kendall, a equipe de Oprah organizou uma reunião surpresa na Escola Secundária de Wheaton, em setembro de 2007. O ex-presidente Bill Clinton, na época promovendo seu novo livro Ofertando, estava lá como convidado especial.

Enquanto Clinton fazia um discurso geral sobre os serviços prestados pela escola, Kendall, sentada no meio da multidão, pensava, “Nós não somos diferentes de qualquer outra escola. Isto é tão pouco”. A próxima coisa que ela ouviu foi o ex-presidente Clinton chamar seu nome, acenando para que ela fosse ao palco. Clinton disse que ele estava tirando-a de Chicago – agora mesmo – para ser uma convidada especial no programa da Oprah. Kendall, seus pais e seu irmão mais velho se amontoaram dentro de uma caravana com o ex-presidente. Duas horas mais tarde ela estava na TV, sentada entre Oprah e Clinton, falando sobre a KC4K para os telespectadores.

“Eu me perguntava se estava sonhando”, ela diz agora. “Foi algo absurdo”.

Ficou mais absurdo ainda quando Clinton anunciou que um amigo anônimo estava doando um cheque para o KC4K no valor de 500 mil dólares. “Eu simplesmente comecei a chorar”, diz Kendall. “Eu pensei ‘isto não poderia ser melhor’”.

Agora, completamente saudável, ela foi liberada pelos médicos para fazer sua primeira viagem à África, que espera que aconteça no próximo ano. Kendall diz que o total levantado pelo KC4K, em 5 anos, é superior a 700 mil dólares.

O dinheiro está sendo gasto para ajudar crianças africanas. Dois projetos recentes, ambos com a Bright Hope International, incluem a construção de um dormitório num orfanato Keniano e um programa alimentar para 600 viúvas, órfãos e pacientes com AIDS em Zâmbia. Eles estão pesquisando mais projetos para fundar.

O pai de Kendall supervisiona as negociações finais, mas nenhum cheque é preenchido sem aprovação da menina. “Eu tenho que checar tudo por ser a pessoa que toma a decisão final”, diz ela. “Funciona como uma espécie de compra – eu tenho que ir ao shopping com o dinheiro todo para escolher projetos que eu possa apoiar para mudar a vida de pessoas”.

Ela resume sua experiência dizendo, “Quando você se entrega totalmente como instrumento nas mãos de Deus e deixa que Ele trabalhe através de você, Ele ouve. E ele trabalha”.


Judith Nichols, uma especialista em geração de ofertas, tem comparado quatro gerações, que nasceram entre a primeira e a segunda Guerra Mundial, e a juventude hoje. Ela conclui que os que compuseram a geração mais antiga e os da mais nova têm mais senso de civismo do que as que estão no meio. “Mas, enquanto a mais antiga estava focada na América, os jovens de hoje incorporaram uma preocupação com o mundo inteiro. Kendall e Austin são exemplos profundos disso”.

Para mais informação, visite o site hoopesofhope.org e kidscaring4kids.com.

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Filmes para mudar o mundo

14/01/2009 - 16:32 por Mark Moring

Filmes para mudar o mundo

2008 foi o ano dos documentários para conscientização social.

Quando as estrelas de Hollywood passarem pelo tapete vermelho para receber o Oscar no dia 22 de fevereiro, luzes e glamour – e filmes chamativos – vão tomar a maior parte do tempo. Enquanto o mundo inteiro assiste ao espetáculo.

Bem, nem todo o mundo. Um grupo de mulheres no Sudão, bem longe dessas luzes ofuscantes, estará fazendo algo muito mais significativo: indo de porta em porta para conseguir juntar um milhão de assinaturas para uma petição exigindo a paz naquele país devastado pela guerra.

Sim, há conexão entre esses dois parágrafos, porque, de certa forma, o primeiro levou ao segundo. Um filme vencedor do Oscar moveu aquelas mulheres sudanesas a tomar uma posição, pois viram outras fazerem o mesmo na telona.

Manda o Diabo Para o Inferno, documentário sobre como as mulheres na Libéria exigiram – e finalmente conseguiram – a paz em sua própria nação, é desses filmes que move não só a alma, como as mãos e os pés também. Foi um dos muitos filmes do deste tipo lançados em 2008, ano de documentários cujos temas são voltados não só a informar, mas também a reformar, encorajando expectadores a serem agentes de mudança.

Quando centenas de mulheres do Sudão vieram para Khartoum para a seleção do produtor Abigail E. Disney de Manda o Diabo Para o Inferno, ficaram depois para uma discussão. Duas horas e meia mais tarde, as mulheres tinham esboçado uma petição pedindo a paz em Darfur e, agora, estão no processo de aquisição das assinaturas.

 “Isso é o tipo de coisa que um filme pode despertar nas pessoas”, diz Disney. “Acredito muito na força dos filmes e suas histórias, e em como podem mudar as pessoas”.

Filmes como Manda o Diabo Para o Inferno geralmente não chamam muito a atenção nas cerimônias do Oscar – ou nas bilheterias. Mas alguém poderia dizer que tais documentários são os filmes mais importantes em qualquer ano por sua habilidade em estimular os expectadores a agir.

Alguns filmes começam exatamente com essa intenção, como Call + Response (em português, “Chamada + Resposta”), um documentário sobre o tráfego humano cujo título soa claramente como um apelo à ação. Outros projetos, como Manda o Diabo Para o Inferno e As We Forgive (em português, “Assim Como Nós Perdoamos”), que descreve os esforços de reconciliação em Ruanda, não foram feitos para incitar mudanças, mas acabaram tendo um efeito parecido.

 “Não foi minha intenção original, mas acabou sendo o resultado assim que as pessoas assistiram ao filme e depois perguntaram: ‘o que podemos fazer?’”, diz Laura Waters Hinson, diretora de As We Forgive. “Não estamos tentando responsabilizar as pessoas a tomarem uma atitude”.

As pessoas que geralmente pulam os créditos finais estão assistindo a esses filmes, procurando meios de achar respostas. Os créditos dos filmes geralmente mostram websites e dão sugestões para os próximos passos.

 “Imagens falam mais alto que palavras”, diz Jennifer Merin, roteirista da seção About.com nos documentários. “Os filmes têm mais probabilidade de alcançar a massa crítica ao chamar a atenção do público para um assunto importante; podem realmente influenciar a opinião pública, e isso pode levar a mudanças na política e na prática”.

 “Um filme combina várias disciplinas de arte e, cada uma delas, isoladamente ou em conjunto, tem a capacidade de mover alguém”, diz Jeffrey Sparks, presidente da Heartland Truly Moving Pictures, que realiza um festival anual promovendo o melhor dos filmes independentes, incluindo documentários. “Mas um filme reúne as disciplinas em um arsenal que é simplesmente único em sua habilidade de evocar, arrebatar e inspirar”.

Evocar, arrebatar e inspirar. Três palavras muito boas para descrever os seguintes documentários. Todos entre os melhores de 2008 – e todos de olho nas mudanças do mundo.

Manda o Diabo Para o Inferno – A fé realmente pode mover as montanhas – e os líderes do mal que trouxeram a destruição a uma nação fundada para ser um lar para os escravos libertos dos Estados Unidos.

O filme é narrado por Leymah Gbowee, uma mulher liberiana que tinha o sonho de “juntar as mulheres da igreja para orar pela paz”. Ela formou o Grupo de Iniciativa das Mulheres Cristãs, cujos membros arriscaram suas vidas enquanto organizavam greves e protestos para exigir o fim à violência. Suas atitudes não só finalmente trouxeram a paz, mas também o exílio do presidente Charles Taylor (mais tarde acusado de crimes de guerra) e a eleição da primeira mulher chefe de Estado da África.

Gbowee conta ao Christianity Today que sua fé a manteve firme para passar pelos momentos mais difíceis: “Uma passagem ficava martelando em minha mente: o Salmo 121”, ela diz. “‘Elevo os meus olhos para os montes. De onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor...’. Quando eu lia isso, o sentido da paz vinha sobre mim. O ministério que recebi de Deus foi: ‘tome conta dos meus negócios – os negócios que lhe entreguei – e Eu tomarei conta dos seus.’”

O website de Manda o Diabo Para o Inferno inclui links para Peace Is Loud, uma organização que apóia ativistas da paz em todo o mundo; para venda de camisetas; e para Global Goods Partners, que lida com a pobreza e promove justiça social por meio de iniciativas lideradas por mulheres.

As We Forgive – Quando Ruanda libertou, vários anos atrás, mais de 50 mil criminosos do genocídio de 1994 da prisão, os observadores imaginavam o que iria acontecer. Hinson, que estava em uma viagem com sua igreja à nação africana em 2005, ficou estupefata em ver muitos dos assassinos se reconciliando com as vítimas sobreviventes, inclusive construindo casas para elas.

 “Eu não acreditava que as pessoas pudessem realmente perdoar depois de algo tão horrível”, diz Hinson. “Mas eu sabia que era uma história que o mundo inteiro precisava saber”.

Hinson, que é cristã, soube então que em torno de 10 mil ex-prisioneiros queriam construir casas para suas vítimas, mas não tinham os materiais necessários. Então, em parceria com Prison Fellowship Rwanda, ela começou a campanha Living Bricks, em que os doadores podem comprar tijolos individuais ou financiar casas completas em um vilarejo “onde os sobreviventes e ex-prisioneiros podem viver lado a lado totalmente reconciliados”, diz Hinson.

O website do filme também inclui links com organizações e ministérios ativos em Ruanda.

Call + Response – O músico profissional Justin Dillon, quando soube do alvo do tráfico humano global, organizou alguns concertos para angariar fundos para a Missão de Justiça Internacional. Mas, como queria fazer mais, decidiu fazer um filme sobre o assunto.

 “Por mais que eu quisesse ser o cara que derruba as portas de bordéis de crianças e espanca os cafetões, isso não é uma realidade para mim”, diz Dillon. “Então vou apenas fazer aquilo em que sou bom e ver se eu consigo energia para esse movimento”.

O resultado é um “rockmentário” mostrando celebridades (Julia Ormond, Ashley Judd) e músicos (Switchfoot, Natasha Bedingfield, Moby) que se apresentam de graça. Todos os lucros vão para projetos que combatem o tráfico humano. O filme, uma mistura de cenas de documentários, entrevistas e apresentações musicais, descreve claramente o problema e sugere websites que viabilizam doações para organizações antiescravagistas, de defesa, campanhas de alerta e muito mais. No mês de lançamento do filme, só a venda das entradas arrecadou mais de US$ 20 mil para esses projetos, e mais outros milhares foram angariados por intermédio de doações pelos websites e mensagens de texto.

War Child – “Saí de casa aos sete anos/ um ano depois estava carregando uma AK-47”. Então entra a letra de música do artista hip-hop Emmanuel Jal, personagem-título desse filme irresistível. Garoto pego no caos da guerra civil do Sudão, Jal foi um dos 10 mil soldados infantis recrutados pelo Exército de Libertação do Povo Sudanês, forçados a matar e se envolver em outras atrocidades. Jal finalmente escapou e deixou seu país. Hoje, uma estrela da música norte-americana em ascensão, viaja o mundo compartilhando sua história, inclusive nos corredores dos escritórios do governo.

Jal e o mais recente apelo do filme são pela paz no Sudão, seu país. Ele quer ser parte desse processo, construindo uma escola em seu antigo vilarejo. “Se as pessoas estudarem, haverá menos guerra”, diz ele. Os créditos finais do filme mostram como os expectadores podem doar para a nova escola ou patrocinar uma criança sudanesa por intermédio da Gua África, uma organização que Jal fundou.

Matt Dornic, de Washington, D.C., optou por patrocinar uma criança logo depois de assistir ao filme. “Por cem dólares por mês, você ajuda uma criança a ir para a escola e chegar à faculdade – não há como errar”, diz Dornic.

Outros documentários para conscientização social de 2008 incluem We Are Together, sobre órfãos na África do Sul; Flow: For Love of Water, sobre como a privatização do suprimento de água fresca, que está diminuindo no mundo, tem negado água aos pobres; Dear Zachary, uma homenagem do produtor de cinema a um amigo assassinado, e também um chamado à reforma no Canadá; Sons of Lwala, sobre dois irmãos quenianos que foram aos Estados Unidos para se formar em medicina e depois voltaram para casa para terminar uma clínica que o pai havia começado antes de morrer de Aids; Expelled: No Intelligence Allowed, sobre a liberdade (ou falta dela) para discutir a teoria do design inteligente em cenários acadêmicos; A Walk to Beautiful, sobre mulheres etíopes que são rejeitadas e abandonadas depois de partos difíceis deixarem-nas estéreis; I.O.U.S.A., sobre a crescente dívida interna americana e a inevitável crise econômica; Trouble the Water, um olhar pessoal e íntimo sobre a devastação causada pelo Furacão Katrina.

O número desse tipo de documentário e das respostas dos expectadores sugere que eles estão servindo “para abrir os olhos aos cegos, para libertar da prisão os cativos e para livrar do calabouço os que habitam na escuridão” (Is 42:7).

Muitos viram essa luz. E está nas telas de cinema.
 

Mark Moring é editor de Filmes de Christianity Today.

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A divergência dos Emergentes

14/01/2009 - 02:53 por Christianity Today International

A divergência dos Emergentes

Líderes esperam que a descentralização do poder revitalize o movimento.

John Franke: “Somos apenas um pequeno nó da discussão mais ampla”

Como um grupo do Movimento Emergente recentemente se distanciou de suas bases, a própria rede resolveu afastar seu líder. A decisão do Conselho de diretores da Emergent Village de eliminar o cargo de coordenador nacional foi o mais recente sinal de que o movimento é descentralizador ou desintegrador.

Os membros do Conselho disseram que eliminaram o cargo de Tonny Jones, em outubro do ano passado, para recuperar os propósitos originais da Emergent Village enquanto uma “organização de rede social igualitária”. “Nós estamos devolvendo o poder de emergir às pessoas que estão no nível mais humilde dessa discussão”, disse Jones.

A decisão deixa obscuro o futuro da liderança emergente. “Nós sabemos como lidar com organizações tradicionais”, disse Brian Mclaren, um dos membros do Conselho e um dos mais proeminentes do grupo de pastores. “Não sabemos conduzir redes [mas sabemos] que há um espaço para lideranças em redes”.

Mclaren diz que existem dúvidas sobre a rotulação em si. “Para muitas pessoas o termo ‘emergente’ lhes tem permitido permanecer no mundo evangélico”, ele disse. Para outros que estão de fora da discussão, ele admitiu, a denominação tornou-se o apelido de uma teologia herege ou um modismo cultural.

Mesmo dentro da própria rede, alguns estão começando a evitar o vocabulário emergente. O conhecido blogueiro Andrew Jones (conhecido na Internet como “Tall Skinny Kiwi” - “Kiwi Magricelo”) tem diminuído o vocabulário emergente em suas conversas. “A palavra não transmite mais o que eu quero que ela transmita”, ele diz, “então, mesmo que eu ainda apóie o movimento da Igreja emergente, vou deixar de usar a palavra para mim mesmo e para os ministérios que apoiamos”.

Além disso, vários pensadores uma vez associados ao movimento, incluindo o pastor Dan Kimball e o professor Scot Mcknight, formaram uma nova rede provisoriamente chamada de Origins (Origens), dedicada a “amigos, pioneiros, inovadores e catalisadores que queiram sonhar e trabalhar juntos pelo evangelho, ao invés de solitários”.

No entanto, o Conselho do Emergent Village continua otimista sobre o futuro. Mclaren apontou para grupos, como os emergentes Presbiterianos e Anglicanos como exemplos de intercâmbios que estão acontecendo fora do Emergent  Village.

Tais grupos incentivam John Franke, professor de teologia no Seminário Bíblico e membro do Emergent Village. “Nós nunca pensamos que teríamos este intercâmbio”, diz ele. “Somos apenas um pequeno nó da discussão mais ampla”.

Após sua demissão, Jones está esperançoso de que críticos e proponentes estejam menos propensos a concordar com a opinião que alguns oradores e escritores proeminentes têm sobre cada um que identificam como emergente. “Na melhor das hipóteses”, ele diz, “os participantes poderão entrar para a liderança e eu sinto que pode haver um grande domínio na rede”.

Líderes do movimento emergente reconhecem os riscos da descentralização. O trabalho em rede, valor central do movimento, pode tornar-se difícil com a ausência de uma pessoa específica. E alguns têm se preocupado com líderes ambiciosos que possam tentar agregar-se à rede.

Mas Jones espera que a descentralização das redes emergentes americanas dê a seus participantes em todo o mundo, que não têm acesso a livros e outros recursos utilizados por seus pares americanos, mais liberdade para expressarem-se. “Em qualquer momento você pode destronar o homem branco super bem-educado, espalhafatoso, impetuoso”, ele disse, “as pessoas sentem mais sinceridade se as suas vozes são ouvidas”.


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‘A teologia da prosperidade é demoníaca’

14/01/2009 - 02:54 por Marcos Couto

'A teologia da prosperidade é demoníaca'

Depois de reaparecer na televisão, agora ligado à Igreja Mundial do Poder de Deus, Ronaldo Didini repudia parte do que acreditou no passado.

Nos últimos meses, a notícia de que uma igreja assumiria o controle de mais um canal da TV brasileira causou burburinho. Trata-se da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), comandada pelo seu apóstolo Valdemiro Santiago, egresso da Igreja Universal do Reino de Deus. A denominação assumiu o controle da Rede 21. Um dos grupos neopentecostais com crescimento mais rápido no país, a IMPD iniciou as transmissões disposta a se expandir ainda mais. O slogan da nova emissora – "Vem pra cá, Brasil" – já sugere o caráter do empreendimento. O carro-chefe da programação são os cultos, cheios de imagens de exorcismo e curas, promovidos por Valdemiro. Na telinha, ele chama as pessoas à plataforma, abraça-as e chora com elas, num ambiente que mistura comoção e alguma histeria. O investimento da IMPD em mídia é mantido em sigilo absoluto, mas comenta-se no mercado que chegaria a 4 milhões de reais mensais.

Tamanho investimento vale a pena? Para o pastor Ronaldo Didini, sim. Quando a Igreja Universal comprou a Record, há quase 20 anos, foi ele, na época pastor da denominação de Edir Macedo, quem esteve à frente das negociações. Naquela emissora, comandou o 25ª hora, programa que marcou época na radiodifusão evangélica. Dali, ligou-se à Igreja Internacional da Graça de Deus, comandada pelo missionário Romildo Ribeiro Soares, onde colaborou na implantação da Nossa TV e da Rede Internacional de Televisão (RIT). Agora, depois de servir de interlocutor e sacramentar o negócio entre o Grupo Bandeirantes e a Mundial, ele é o gestor da Rede 21. Inteligente e bem articulado, Didini apresenta o programa Hora Brasil, exibido diariamente entre meia-noite e 1h30. "É uma continuação do que fazia no 25ª Hora", define.

Aos 51 anos, casado e pai de duas filhas, Didini considera a televisão um poderoso instrumento para a evangelização. Sua trajetória chama a atenção não apenas por sua especialidade em TV evangélica, mas também por sua migração denominacional. Tendo peregrinado por igrejas como Universal, Graça e agora a Mundial do Poder de Deus – fora o período em que esteve em Portugal, onde montou a dirigiu a Igreja do Caminho –, ele conhece como poucos o mundo do neopentecostalismo. "Não nego meu passado, mas amadureci", diz o religioso. Hoje, Didini é um detrator da teologia da prosperidade, que, segundo ele, é um câncer que está consumindo a Igreja brasileira. "E muitos pastores a defendem abertamente em rede nacional. É o que existe de pior na televisão do país", critica. O religioso recebeu a reportagem de CRISTIANISMO HOJE em sua nova casa no bairro do Morumbi, em São Paulo:

CRISTIANISMO HOJE – O senhor tornou-se uma referência para a m´dia evangélica por ter comandado o 25ª Hora, exibido pela Rede Record nos anos 1990. Como foi aquela experiência?
RONALDO DIDINI – Foi uma experiência riquíssima, tanto do ponto de vista religioso como sociológico. Aquela foi a primeira vez que pastores evangélicos discutiram abertamente com a sociedade todos os problemas do nosso tempo. Quebramos barreiras, pois deixamos claro que o evangélico é um cidadão como qualquer outro. Ali, falávamos abertamente sobre qualquer assunto, como sexo e política, coisas então consideradas tabu em nosso meio, sem perder o compromisso com os valores da Palavra.

Como o senhor avalia a programação evangélica feita hoje no Brasil?
O que existe de melhor, a meu ver, é a combinação que a Igreja Mundial do Poder de Deus faz entre proclamação da Palavra e demonstração do poder de Deus. Também gosto de alguns programas que estudam a Bíblia nas madrugadas. Um exemplo são os programas de Silas Malafaia naquele horário, onde ele recebe pastores e gente interessante. Os peixes mais graúdos são os que estão ligados na madrugada. Quando alguém prega com mansidão e de maneira equilibrada nesse horário, em que a pessoa liga a TV porque precisa ouvir a Palavra, não há quem não se quebrante.

Com a entrada maciça dos evangélicos na televisão, não há uma "guerra santa" pela audiência?
Não creio. Por mais que o homem fale, quem está no controle da Igreja é o Espírito Santo. Mas podemos fazer uma leitura diferente do que acontece no Brasil. Em 1985, acabou o regime militar. As pessoas esperavam por algo novo, desejavam mudanças, inclusive na esfera espiritual, já que a presença católica era hegemônica. A abertura também trouxe esse novo momento, em que as igrejas passaram a ter liberdade para usar os meios de comunicação. Houve imaturidade, inconsistência? Sim. A sociedade e a Igreja não souberam medir isso. Por outro lado, a liberdade foi também exacerbada. Há dez anos, as crianças estavam dançando na boquinha da garrafa por causa da TV. Hoje, amadurecemos e não se vê mais isso. Acho que o mesmo aconteceu com a Igreja Evangélica em seu crescimento; agora, é preciso colocar os pés no chão.  

Comenta-se à boca miúda que R.R.Soares paga R$ 5 milhões mensais à Bandeirantes e que Malafaia desembolsa outro tanto. Há informações de que sua igreja teria um investimento em TV estimado em 4 milhões por mês. Essas cifras são reais?
Não acredito que sejam reais, até porque, nesse caso, o mercado seria super-inflacionado e não haveria condições de se pagar tanto. O próprio mercado publicitário não teria condições de concorrer com esses valores. Vivo no meio e posso dizer que falam de números muito mais altos que os reais.

O Hora Brasil tem a mesma proposta do 25ª Hora?
O Hora Brasil funciona como se fosse um termômetro. Obviamente, do 25ª Hora para cá, a sociedade evoluiu muito. Hoje, cerca de 30% da população é evangélica. Eu chamo a sociedade para dialogar sobre assuntos religiosos, médicos, problemas sociais. Estou fazendo jornalismo e já pude observar algo interessante: uma preocupação generalizada com a preservação da família. Pessoas com as mais diferentes linhas de pensamento estão preocupados com o destino das famílias, com seus valores – ao contrário do que a mídia em geral incentiva, que é a falta de compromisso, a infidelidade conjugal, o individualismo e a libertinagem, que tanto marcam nosso tempo. Mas o Brasil não é uma Sodoma ou Gomorra. Isso é resultado do esforço feito ao longo dos anos por homens e mulheres de Deus para pregar o Evangelho, e que levou ao boom dos crentes na mídia. Os especialistas criticam esse avanço, mas ele é uma âncora de valores há muito esquecidos e desprestigiados. Infelizmente, esse avanço tem dois lados: o positivo, do qual já falei, e o negativo, que são os escândalos. Mas Jesus já disse que escândalos viriam. Temos que nos preocupar com os "ais" que os sucederão, para que não sejamos seus causadores. É preciso haver limites.

Quais são esses limites?
Fiquei assustado com o que fez o pastor Marcos Feliciano em seu programa. Ao mesmo tempo em que pregava o Evangelho, ele anunciava terrenos para as pessoas comprarem em prestações, dizendo que Deus abençoaria aquela compra. Isso ultrapassa o limite. Ao mesmo tempo em que se anuncia a salvação, vincula-se isso à venda de produtos para receber a bênção de Deus. Lógico que aquele comercial está sendo pago. Feliciano ultrapassou a barreira ética. Para mim, isso é o que existe de mais vulgar na teologia da prosperidade. A igreja precisa de fundos? Sim. Mas de onde vêm? Dos dízimos e ofertas. Apenas eles têm fundamento bíblico. Sem esse pastor perceber, creio que o próprio Deus o fez tropeçar para expor a nudez desses cruéis ensinos. A teologia da prosperidade é um câncer no segmento evangélico.

Por que o senhor critica tanto a teologia da prosperidade?
Porque ela é demoníaca. Penso que os líderes evangélicos deveriam se unir e dar um basta nesses ensinos. A teologia da prosperidade bateu no fundo do poço e já deveria haver uma conscientização de muitos líderes acerca disso. Todos que optam por esse caminho ficam satisfeitos apenas em ir bem financeiramente, não ter sofrimento de nenhum tipo. Querem ficar independentes, achando que não precisam de mais nada. Os pregadores da prosperidade não têm contato com o povo e não enxergam isso, porque são pobres, cegos, miseráveis e estão nus. O homem não tem que ditar regras a Deus e dizer a ele como e a que horas fazer o milagre. Minha crítica a essa teologia é que ela proclama aquilo que é terreno e não o que é sagrado, sobrenatural. Com o tempo, tal mensagem se desgasta e o resultado está aí. Eu fui missionário em nações muito pobres da África. Por que a teologia da prosperidade não funciona lá? Para responder essa questão, o teólogo da prosperidade não está preparado. Se não funciona lá, ela é antibíblica. Jesus falou que é mais fácil um camelo passar pelo fundo da agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus. Ora, se a teologia da prosperidade fosse bíblica, todos seriam ricos e quase ninguém acabaria salvo. Pregar e acreditar na teologia da prosperidade é como construir um castelo na areia ou fazer um gigante com pés de barro – mais cedo ou mais tarde, tudo cairá.

Mas durante muito tempo o senhor militou em igrejas propagadoras da teologia da prosperidade... Quem mudou, suas ex-igrejas ou o senhor?
Não mudei o meu pensamento. Foi a obra do Espírito Santo que me amadureceu. Sou muito grato por tudo que recebi na Igreja Universal e na Igreja da Graça. Não tenho nada contra essas instituições e nem contra seus líderes. Minha diferença é doutrinária. Uma coisa é enxergar, e outra é mudar, se for preciso, sair do sistema, quando ele se torna mais poderoso do que a Bíblia. O catolicismo está cheio de exemplos assim. Todos os padres sabem que não é uma bula papal que pode dizer que o líder é infalível ou que Maria subiu ao céu com seu corpo. Mas o sistema Católico Apostólico Romano requer que essa doutrina seja aceita, e muitos a defendem em nome desse sistema.

O senhor não teme ser considerado ingrato por seus ex-líderes?
Como eu disse, nada tenho contra Macedo ou Soares. Tanto, que quando eu saí da Universal, foi como que se perdesse meu chão. A Iurd para mim era mais importante que qualquer outra coisa na vida; eu amava aquele ministério, dava minha vida por ele. Depois, conheci a Igreja da Graça. O missionário Soares me ajudou muito naquela época, pastoreando minha vida por dois anos. Foi um verdadeiro pai, preocupando-se com minha alma, porque eu não estava bem espiritualmente. A teologia da prosperidade me fez um mal tremendo. Continuei caindo e bati no fundo do poço quando abri a igreja lá em Portugal [a Igreja do Caminho, inaugurada por Didini em Lisboa em 2003]. Estava sozinho com minha mulher e duas malas de roupas começando uma igreja na periferia. Então, aprendi que ou dependia de Deus ou o meu ministério ia acabar. Deus me ensinou muito naqueles cinco anos, até me colocar ao lado do apóstolo Valdemiro.

O bispo Renato Suhett, que saiu atirando da Universal e até abriu uma igreja onde criticava abertamente o que chamava de "sistema religioso" montado por Edir Macedo, acaba de voltar à Iurd. O senhor já foi chamado para retornar á Universal?
Nunca fui chamado para retornar à Igreja Universal, até porque já disse publicamente que não tenho interesse em regressar. Aqui, na Mundial, é como que se eu tivesse voltado para a Iurd em que comecei nos anos 80, uma igreja viva. Creio que, se o Suhett voltou, sabe o que está fazendo. Mas eu estou em casa agora.

Rupturas no seio neopentecostal são comuns. Macedo e Soares começaram juntos na Cruzada do Caminho Eterno, saíram e fundaram a Universal, de onde o último desligou-se para fundar a Igreja da Graça. Valdemiro também é oriundo da Universal; o próprio Macedo começou na Nova Vida, de onde também saiu Miguel Ângelo, que dali fundou a Cristo Vive. As justificativas para a dança de cadeiras são sempre semelhantes, como a de divergências teológicas ou mudanças de visão – contudo, as novas igrejas que surgem acabam trazendo muito das denominações de origem, inclusive os aspectos que criticavam. O que acarreta tantas rupturas?
Uma árvore pode ter muitos ramos, muitos galhos. O importante é observar o que Jesus fala em João 15, e estar alicerçado nos ensinos de Cristo e na prática da verdade. Quando a igreja nasce pela vontade humana, para ser uma maneira de levar a vida, é complicado. Paulo também defende sua autoridade apostólica em Cristo. Por isso, não interessa quem pregou, se foi Paulo, Pedro ou Apolo – o importante é estar firmado em Jesus. No fim das contas, vejo que muitas ramificações poderiam ser evitadas se houvesse menos vaidade humana e mais compromisso com a videira verdadeira que é Jesus.

Então, as divisões acontecem porque cada um quer ter seu próprio espaço?
Nem sempre. O que o dedo faz, os olhos não podem fazer. Não importa a função de cada um; importa que Cristo seja o cabeça do corpo. A Igreja Mundial, por exemplo, tem uma função que as outras igrejas mais tradicionais ou adeptas de ensinos não ortodoxos não podem cumprir. Mas no momento em que algum órgão do corpo adoece, todo o organismo passa a sofrer. A Igreja de Cristo hoje precisa se voltar para a mensagem original e entender o recado: o agricultor é o Pai e a videira aqui é Jesus. Então, vamos parar de vaidade! Eu, por exemplo, quando assumi a Igreja Internacional da Graça de Deus em Portugal, tornei-me vice-presidente vitalício da denominação. Poderia hoje reivindicar isso, já que nunca renunciei. Mas jamais chegaria lá e tentaria tomar a igreja. O verdadeiro pastor é Jesus. Acredito que se existir essa consciência, haverá menos ramificações.

Pode explicar como foi sua adesão à Igreja Mundial?
Sou amicíssimo do apóstolo Valdemiro. Talvez seja uma das pessoas mais chegadas a ele, fora sua família. Mas não vim para cá só pela amizade. Nunca daria certo. Primeiro, reconheci que a Mundial era um movimento de fé muito forte, e depois comecei a observá-la. Fiz quatro viagens para o Brasil e observei claramente o reavivamento bíblico no século 21. Depois veio a fase mais difícil, a de submeter-me à autoridade espiritual dele, sendo seu amigo. Então, peguei a chave da minha igreja e dei na mão dele, dizendo: "Seu trabalho é maior que o meu. Você é mais importante que eu em Portugal". E vim para ajudá-lo com os dons que Deus me deu. Acredito que estou em uma fase na qual Deus não quer me ensinar mais. É hora de dar frutos, pois ele já investiu muito em mim.

O senhor tem salário na igreja?
Não. Tenho funções executivas na Igreja Mundial, mas não sou funcionário, não recebo qualquer benefício financeiro.

Então, de onde vem seu sustento?
Sou contratado como jornalista pela Rede Bandeirantes. Pela misericórdia de Deus, eu moro numa boa casa, tenho um bom carro, visto boas roupas; mas nada disso me pertence, tudo é dado pelo Senhor. Por isso, posso exercer com liberdade minha vocação. Aliás, esse foi o motivo por que saí da Graça. Comecei a me sentir um funcionário da igreja, sem aquele algo mais, sem um desafio. Eu tinha o mais alto salário, carro à disposição, liberdade para pregar em qualquer lugar; todos os pastores da Graça me tratavam muito bem, eu era sempre recebido com festa. Mas não me sentia bem como executivo, com tarefas meramente burocráticas dentro de uma organização. Resolvi sair. Hoje, aprendi a lição.

Quando estava em Portugal, o senhor se queixava de que os evangélicos brasileiros enfrentavam muitas restrições lá. Essa situação ainda persiste?
Persiste e piora. Digo isso por causa dessa lei xenófoba da imigração. Quase não são liberados vistos para brasileiros. O segundo problema gravíssimo que presenciei lá, quando participei de um congresso da Assembléia de Deus portuguesa, é que não há comunhão entre a Assembléia de Deus brasileira e a de lá. O pastor Joel, filho do José Wellington [presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil], esteve presente também. As lideranças portuguesas não aceitam os pastores brasileiros que são enviados para lá. Como o Brasil se tornou um exportador de missionários, maior é a rejeição. No mundo inteiro, especialmente na Europa, igrejas com lideranças brasileiras atraem apenas público brasileiro. As únicas exceções são trabalhos com negros, que são imigrantes também, vindos de lugares como Cabo Verde, Quênia, Jamaica, Nigéria.

Jesus is THE LORD!


ahaha olha o q encontrei pela net
zakgroot


Inscriçoes ao Premio Abril abrem na 2a e vao até 13 de fevereiro

Inscriçoes ao Premio Abril abrem na 2a e vao até 13 de fevereiro

12:00 As inscriçoes a 23a ediçao do Prêmio Abril de Publicidade começam na proxima 2a e vao até 13 de fevereiro pelo site premioabril.com.br. Sao gratuitas e ilimitadas, isto quer dizer que as agências podem inscrever todas as campanhas que acharem que merecem ser destacadas. O premio se destina as campanhas veiculadas durante todo o ano de 2008 em todos os veículos de comunicaçao do Grupo Abril.

Juiz exige que o auto-proclamado “anticristo” dar metade da sua “igreja” a esposa

Juiz exige que o auto-proclamado "anticristo" dar metade da sua "igreja" a esposa

Por Renato Cavallera em quarta-feira, 14 janeiro 2009
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Juiz exige que o auto-proclamado

O "líder" da "Igreja" Crescendo em Graça foi obrigado a entregar metade de todos os seus bens para sua ex-esposa que está divórcio. O Juiz Roberto Piñeiro considerou, na audiência, que mais do que uma "igreja", o portoriquenho tem um negócio particular que tira proveito de suas pregações. Miranda começou autodenominando-se o "Cristo" em carne e sangue sobre a terra, não viu bons resultados na estratégia e alterou para a do "Anti Cristo", que tem atraído milhares de seguidores em vários países ao redor do mundo especialmente os que falam espanhol, mas também é rejeitado e odiado em muitas nações.

Josefina de Jesus Torres, sua ex- companheira, que fez o pedido de separação, alegaou, segundo o jornal The Herald da Flórida, que o "pregador" deveria dar 50% dos seus bens. Miranda que é um ex-toxicodependente e já conseguiu convencer seus seguidores que "vê-lo, é ver a face de Deus", já acumulou milhões de dólares de contribuições dos fiéis de sua congregação. De maneira jocosa, Norma Segall, advogada da ex-mulhert do Portoriquenho, disse que a Igreja de Jesus, "tem tantos milhões de membros, que se o pregador emitir um edital do céu, pode recuperar rapidamente o montante exigido pelo magistrado. "

A advogada considerou correto o veredito do juiz. Líderes de outras religiões ao redor do mundo qualificam  Miranda como um falso profeta que com a idade de 14 anos era um viciado heroína e nasceu em 1942 em uma área de marginalizados de Ponce, em Porto Rico.

Em tenra idade já estava na prisão por roubo e depois de passar através de muitas religiões, disse ele, "sentir" a "chamada" de Deus, que o "escolheu" para levar sua mensagem ao redor do mundo. "Em uma noite Jesus entrou dentro de mim", disse Miranda, em seus sermões.

A igreja da qual é líder foi fundada em Miami, em 1982 e tem vários representantes na Europa e América. Vários dos seus reverendos de sua seita qualificaram como "ignorante", o juiz Piñero que proferiu a sentença contra o seu líder.

Fonte: NC e Gospel+
Via: Notícias Cristãs

Exposição 'Lei da Cidade que Pinta' do artista plástico Eduardo Kobra,


Exposição 'Lei da Cidade que Pinta' do artista plástico Eduardo Kobra,
São Paulo
, SP · 09/10 a 10/11

O Autor na Praça · São Paulo (SP) · 2/10/2008 12:05 · 85 votos · nenhum comentários · 





 
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overponto
Eduardo Kobra
Convite da Exposição
Placas, outdoors, luminosos e outros materiais de comunicação visual retirados pelos fiscais e funcionários da Prefeitura ressurgem como suporte na exposição que o muralista Eduardo Kobra faz a partir de nove de outubro. Ele recicla e reutiliza os painéis para pintar obras dentro do tema “Muros da Memória”, em que resgata cenas e lugares da cidade de São Paulo.

A exposição “Lei da Cidade que Pinta”, que inaugura a galeria Michelangelo, no Empório Artístico, da Vila Madalena, fica no local até o dia 10 de novembro. Kobra exibe cerca de 15 trabalhos, em tamanhos e formas diversas. O nome da exposição é, naturalmente, uma referência à Lei da Cidade Limpa. “Agora é um momento em que se discutem os valores desta Lei - o que vale a pena e o que não vale. A minha exposição é, de certa forma, uma reflexão sobre isso”, afirma o artista.

Para a exposição, Kobra procurou painéis em ferros velhos e depósitos de sucata. “Como pela Lei da Cidade Limpa muitas empresas tiveram de retirar placas, outdoors e luminosos, tudo isso virou material para meus trabalhos”, conta Kobra: “Tomo emprestado desses suportes a força que têm como referência às recentes mudanças na realidade das ruas da Cidade”, acrescenta. Entre as obras, Kobra cita que está em pleno processo produtivo e que ainda não há nenhum trabalho concluído. “Dias atrás fui até o rio Tietê e fiz uma foto de um ângulo em que aparecem o rio, a cidade e o esgoto. Depois, fiz uma impressão em preto e branco e, como se fosse um outdoor fiz uma colagem em um dos painéis. Peguei uma foto antiga, em que as pessoas brincavam no rio e intervim nesse cenário. O trabalho está quase pronto e acredito que será um dos destaques da exposição”, diz. Mais que os temas, a força do trabalho de Kobra está no apuro técnico na reprodução de imagens e na liberdade com que utiliza cores em grandes formatos e diferentes escalas e superfícies.

Kobra, como muitos outros grafiteiros da Cidade, viu alguns de seus trabalhos apagados pela tinta ocre dos agentes da limpeza paulistana. “Ninguém discute que era preciso impor limites, mas é preciso manter espaço para a expressão nas ruas da cidade e honrar o título que São Paulo tem de Capital Mundial do Grafite, que é a mais pública das artes, à qual as pessoas têm acesso direto e gratuito. Este mês, vou ter meus trabalhos publicados no livro sobre Muralismo, editado na Grécia pela editora Carpediem, que contará com 169 artistas de todo o mundo. Ou seja: na Europa nossos trabalhos são vistos como cultura. Aqui não podem ser vistos como uma ameaça à beleza da Cidade. Por isso, proponho a reflexão e o debate”, diz. E acrescenta: “O ocre furou o muro”.

O paulistano Eduardo Kobra, 33 anos, começou seus primeiros trabalhos em 87, junto com a segunda geração do grafite, sob a influência do hip hop. Inquieto e curioso, logo aprimorou seus traços, desenvolvendo sua forma de expressão. Suas criações são ricas em detalhes, que mesclam realidade e um certo “transformismo” grafiteiro. “Procuro, no projeto ‘Muro das Memórias’ mostrar imagens históricas com uma leitura contemporânea”, afirma. Embora nunca tenha tido contato pessoal, um de seus principais mestres atuais é o norte-americano Eric Grohe, artista plástico que faz da sua arte um meio de transformação. São murais que confundem os olhos de quem observa, reduzindo a nada a diferença entre escultura e pintura. Os trabalhos de Kobra, muito executados antes mesmo do contato com a arte de Grohe, trazem características semelhantes.

Em 2007 Kobra teve alguns trabalhos do projeto Muro das Memórias exibidos no programa Fantástico da TV Globo. ano pintou um painel na abertura do 35º. Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Saiba mais sobre Kobra e a exposição.

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canto_esquerdo onde fica canto_direito
  Galeria Michelangelo, no Empório Artístico Michelangelo (Desde 1915)
Rua Fradique Coutinho, 798, Vila Madalena.
Tels. 3815 0993 / 3813 2577
www.emporiomichelangelo.com.br
loja1@emporiomichelangelo.com.br
 
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  09/10/2008 a 10/11/2008  
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  Entrada Franca
De segunda as sextas-feiras das 9h às 19h
Aos sábados das 9h às 22h
 
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  www.eduardokobra.zip.net  
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  Edson Lima - 3746 6938 / 9586 5577
edsonlima@oautornapraca.com.br

Guerra das frases

3/01/2009 - 00:19 por Redação

Guerra das frases

Campanha ateísta em Londres já influencia outros países; na Espanha, grupo reage com mensagem a favor da fé em Deus.

Depois da Inglaterra, agora é a vez de a Espanha inaugurar sua campanha a favor do ateísmo. A exemplo de Londres, três linhas de ônibus de Barcelona, a principal cidade da região da Catalunha, já estão circulando com a frase “Probablemente, Dios no existe. Deixa de preocuparte y disfruta la vida”, a versão espanhola de “Provavelmente, Deus não existe. Pare de preocupar-se e aproveite a vida”, já estampada em quase mil ônibus na Grã-Bretanha.

“Nosso objetivo é tornar visível a existência de milhões de cidadãos ateus”, justifica o presidente da União de Ateus e Livre-Pensadores da Espanha, Albert Riba. Segundo ele, cerca de vinte por cento dos espanhóis dizem-se ateus ou agnósticos. “Isso significa que, depois da Igreja Católica, representamos a segunda opção religiosa no país”, argumenta o ativista. Contudo, assim como no Reino Unido, a polêmica em relação à campanha já começou. Em Madri, a capital espanhola, já circula uma contra-mensagem cristã: “Deus existe. Goza a vida em Cristo.” A iniciativa é da entidade católica E-Cristians.

A ideia de espalhar pôsteres ateístas em veículos coletivos surgiu em julho de 2008, quando a comediante britânica Ariane Sherine escreveu um artigo no jornal The Guardian defendendo uma espécie de reação dos ateus ao domínio do que chama “cultura religiosa”. De um dia para o outro choveram donativos, e a Associação Humanista Britânica arrecadou 150 mil euros, ou cerca de R$ 400 mil, para desencadear a campanha. O biólogo britânico Richard Dawkins, autor de Deus, um delírio e um dos expoentes do movimento chamado “novo ateísmo”, doou pessoalmente 5 mil euros.

A iniciativa já atrai a atenção de ateístas em outros países. Em novembro do ano passado, ônibus da capital americana, Washington, surgiram com a frase “Por que acreditar num deus? Simplesmente seja bom”. Já na Austrália, a frase “Ateísmo – Durma até tarde nas manhãs de domingo” foi rejeitada.

Franklin Graham: Por que tanto barulho?


13/01/2009 - 01:35 por Sarah Pulliam

Franklin Graham: Por que tanto barulho?

O evangelista, que já orou em uma posse, mostra sua opinião sobre a recente controvérsia Obama e Warren.

O presidente eleito Barack Obama escolheu o pastor Rick Warren, da mega igreja da Califórnia, para fazer a oração de posse em 20 de janeiro, despertando a fúria dos defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo e dos progressistas.


Obama e Warren justificaram suas decisões, mesmo sendo um futuro presidente e um pastor de uma mega igreja. O evangelista Franklin Graham já esteve nesta mesma situação quando orou em nome de Jesus na posse do presidente Bush em 2001. Ele falou com a Christianity Today e mostrou sua opinião quanto à decisão de Obama, além de dar seu conselho para Warren.

CHRISTIANITY TODAY: Você ficou surpreso por Obama escolher Rick Warren para fazer a oração de posse?
FRANKLIN GRAHAM: Absolutamente, não. Rick Warren convidou o presidente eleito Barack Obama há dois anos para o seu fórum sobre AIDS, e, naturalmente, manteve o debate de forma não oficial em sua igreja com Obama e o senador McCain. Rick demonstrou a Obama que ele é um amigo, mas que, ao mesmo tempo, não mudaria suas convicções. Eu acho que ele é simples e que muitas pessoas vão gostar de ver Rick Warren lá. Acho que ele é uma ótima escolha. Ele é um batista do sul. Ele crê na Bíblia da mesma forma que eu.

Rick Warren parece estar enfrentando críticas de ambos os lados, dos defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo e de evangélicos que dizem que ele não deveria orar na posse de Obama. Você desempenhou este mesmo papel na posse do presidente Bush, em 2001, e seu pai também já desempenhou este papel. Vocês enfrentaram os mesmos desafios?
O presidente Bush foi processado porque eu orei em nome de Jesus. Este processo foi encerrado. Mas em qualquer momento em que você tomar uma posição ao lado de Cristo, haverá controvérsias. Rick Warren é um homem de Deus. Ele é um pregador do evangelho de Jesus Cristo. As pessoas da extrema esquerda odeiam Deus, eles odeiam Seus padrões e odeiam o nome de Seu Filho. As pessoas da esquerda não vão apoiar qualquer relacionamento com pessoas do outro lado. Barack Obama tem mostrado que vai chegar a todos esses limites. Ele está envolvendo evangélicos na cerimônia de posse, mas não sei se ele os incluirá em sua administração. O tempo dirá. Mas Rick Warren será ouvido por Obama em assuntos importantes.

A aceitação do convite por parte de Warren dá uma aprovação implícita à administração de Obama?
Eu não concordo com tudo o que George Bush fez. Eu não concordo com tudo o que ele acredita. Quando eu aceitei o convite, isto não significava que eu concordava com o presidente Bush. Eu estava lá para falar com Deus, para liderar a nação numa oração pelo nosso presidente. Nas Escrituras somos chamados a orar pelos que nos lideram. Portanto, quem estiver aborrecido por Warren oferecer uma oração ao Deus Todo Poderoso, pedindo por sabedoria e orientação à administração de Obama, é ridículo.

As críticas direcionadas a Warren têm como alvo o seu posicionamento contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os evangélicos deveriam tomar uma posição pública em relação ao assunto?
É bíblico. Rick Warren ou Franklin Graham ou qualquer outro pregador do evangelho não tem outra escolha além de alertar as pessoas sobre o que Deus diz. Qualquer tipo de relacionamento sexual fora do casamento entre um homem e uma mulher é um pecado contra Deus. É muito sério. Deus vai julgar o pecado e Rick Warren está se posicionando contra o casamento gay. Ele está absolutamente certo, porque esta é a posição de Deus.
Eu apenas sei o que Rick Warren acredita, que o homossexualismo é pecado, e um pecado contra Deus. Deus perdoa os pecados. Mas, para que Deus perdoe os pecados, o pecador tem que se arrepender e se desviar deles, reconhecer Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador e segui-Lo em obediência. Uma pessoa não pode dizer “eu vou seguir a Jesus e pecar”, ela não pode fazer isso. Deus perdoará um homossexual e todos nós como pecadores. Franklin Graham é um pecador, mas eu pedi o perdão de Deus e me afastei do pecado. Quando eu peco, eu tenho que pedir o perdão de Deus e que Ele me limpe.
Os pecadores serão separados de Deus no inferno. O inferno é um lago de fogo eterno – para sempre e sempre. O único caminho que você pode usar para escapar do inferno é através do perdão, através de Jesus Cristo. Seja você um muçulmano, um budista ou hindu, Jesus Cristo morreu por você e derramou Seu sangue na cruz do calvário. Ele pode entrar no coração das pessoas e limpá-lo, se elas quiserem se render a Ele.

A constituição dos Estados Unidos deveria limitar o casamento para um homem e uma mulher?
O casamento é bíblico e secular. Dois machos não podem produzir filhos e duas fêmeas não podem produzir filhos. É preciso um macho e uma fêmea. É óbvio que Deus fez o sexo para que a raça humana existisse. Não é apenas uma instituição secular, mas uma instituição bíblica. Deus instituiu o casamento. É um compromisso sagrado quando tomamos o juramento entre um homem e uma mulher. Nós não podemos mudar as normas que Deus nos deu.

Quando você orou na posse do presidente Bush em 2001, você orou “Agora, ó Senhor, nós dedicamos a Ti esta cerimônia de posse do presidente. Possa este ser o começo de um novo amanhecer para a América, se humildemente nos humilharmos diante de ti e reconhecermos somente a ti como nosso Senhor, nosso Salvador e nosso Redentor. Nós oramos assim em nome do Pai, do Filho, o Senhor Jesus, e do Espírito Santo. Amém”. Rick Warren deveria orar no nome de Jesus, na cerimônia de posse?
Eu espero que ele o faça, pois é um ministro do evangelho. Não há outra forma de orar. Um muçulmano não deveria ficar ofendido. [Warren] não tem outra forma de orar que não seja em nome de Jesus. Ninguém deveria se sentir ofendido, porque Rick Warren deve ser quem ele é, e ele é um ministro de Jesus Cristo.

Você acredita que Rick Warren tornou-se um “pastor de presidente”, num modelo parecido com o do seu pai?
Eu não acho que você assume este papel. É algo que é dado por Deus. O tempo dirá. Meu pai tem sido amigo de todos os presidentes, desde Truman. Não há nenhum outro americano que tenha tido mais influência na Casa Branca. Talvez Rick Warren tenha um relacionamento com presidentes no futuro. Mas não é algo que você busque. Meu pai nunca perseguiu isso; Deus simplesmente deu isto a ele. Se Rick Warren é fiel a Deus, Ele continuará abrindo portas.


Eu sei que você disse, há um mês, que seu pai não estaria servindo como conselheiro espiritual a Barack Obama.
Ele tem 90 anos de idade. Ele fica feliz simplesmente por poder acordar de manhã. As notícias, na maior parte das vezes, querem fazer muito barulho. Mas são poucas as pessoas de extrema esquerda que sentem que Obama não deveria ter nenhum evangélico ou cristão envolvido na cerimônia de posse. Milhões de cristãos votaram em Obama, e eles têm toda razão em querer estar à mesa. Esta é a cerimônia de posse e Obama tem todo o direito de fazer isso. Aqueles que estão fazendo este barulho se esquecem que esta cerimônia não é deles. É de Obama.

Você tem algum conselho para Rick Warren?
Meu conselho para o Rick é estar certo de suas convicções e não ceder nenhum passo. Eu não penso que ele fará isso. Quando você tem a extrema esquerda e os defensores dos homossexuais bravos com você, então você deve estar fazendo a coisa certa. Estou orgulhoso do Rick. Ele não retrocedeu nem um pouco e nem deveria.
Eu apenas oro pelo presidente eleito, para que Deus o guie enquanto toma decisões que afetam a todos nós. O presidente tem uma bagunça à sua frente. Infelizmente eu não acho que ele consiga resolver os problemas que estamos enfrentando. Os problemas que estamos tendo no Oriente Médio, os problemas de recursos naturais e aquecimento global estão além de qualquer pessoa. Será preciso que Deus mande seu Filho de volta para redimir este mundo.


Copyright © 2008 por Christianity Today International

(Traduzido por Ana Maria Rocha Neves)

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Em Janeiro/09, Deus vai surpreender você!

Querido(a), neste mês de Janeiro/09, Deus vai surpreender você!

Venha ser impactado com estudos, testemunhos e o ministério de um homem determinado a obedecer o chamado de Deus aos povos não alcançados: Missionário Antenor do Nepal.

Residindo a alguns anos em Katmandu/Nepal, Deus o tem usado na evangelização de centenas de hindus, budistas e muçulmanos. Muitos foram curados, vários libertos, e dezenas entregaram suas vidas ao Senhor Jesus!

Acesse nosso site, (http://www.janela1040.org) conheça a agenda dos eventos em Goiânia/Go e reserve sua inscrição!
A entrada será franca, mas é preciso inscrever-se. Para isso, basta cadastrar-se (http://blog.janela1040.org/wp-register.php) e deixar um comentário no rodapé do anúncio.
Venha, traga seus amigos e irmãos. Deus irá impactar você!

NEle,

Pr. Júlio, (http://blog.janela1040.org/missionarios/julio/)
Janela1040.org - Por mais de 1/3 sem Cristo.
Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz. (Rm. 10:15b)

Coragem e mãos a Obra!

Tema : Coragem e mãos a Obra!
3 lições de inestimável valor  apenas no primeiro cápitulo do livro de Josué. (JS1)

http://www.ministeriozoe.com/downloads/pp_coragem_1280.jpg
 
 1- Deus motiva seus líderes  
Deus capacitaria Josué a cruzar o rio jordão e apropriar-se da terra (v3,4), a derrotar o inimigo (v5), e a dividir a terra entre as tribos como herança (v6). Encorajou através da palavra escrita ( V7, 8), e através do mandamento ( V9). Deus também reafirmou a Josué a mesma promessa de vitória que havia feito a Moisés ( Nm 11:22 -25).
 
2- O Líder motiva seus obreiros  
"Passareis este jordão, para que entreis na terra que vos dá o Senhor. Vosso Deus, para a possuirdes " ( Js 1:11).
 
3- Os obreiros motivam o Líder  
Garantiram obediência total a Josué ( V16, 17a). " Tudo quanto ordenares faremos e aonde quer que nos enviares iremos"
Os oficiais encorajaram Josué orando por ele " (V17)" Tão somente seja o Senhor, teu Deus, contigo, como foi como Moisés". A melhor coisa a fazer por nossos líderes é orar por eles. Quer agradar seu Pastor _faça-o um convite "Vamos orar juntos Pastor?" "palavras do adorador Lázaro".
Eles encorajaram a Josué lembrado-o da Palavra de Deus (v18b). "Tão-somente esforça-te, e tem bom ânimo."
 
Conclusão
Você tem andado lado a lado com o seu Pastor? O que você tem feito para o encorajamento do teu irmão?
Aprendamos que ninguém faz a obra sozinho, e que somente 1 é o responsável pela força que nos leva a trabalhar em prol do crescimento do corpo de Cristo.
"A alegria pertence a nós a Glória pertence a Deus. E quando o glorificamos ele se alegra, e sua alegria é a nossa força!"
 
Portanto, ESTEJAM LADO A LADO , CORAGEM! E Mãos à obra!!!!
 
Graça e Paz!
miss. André Cardoso

Guia Prático da Nova Ortografia

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A nova reforma ortográfica entrou em vigor a partir do primeiro dia de 2009. Apesar de termos quatro anos para nos adaptarmos às novas regras, já é aconselhável aprendermos as mudanças, que alias, não são poucas.

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Maysa = Amy SA rs

Ahahaha boa a sacada da Rosana Hermann. Mto boa!!!

Maysa = Amy SA

Só para ilustrar a ideia de que Maysa é a precursora do estilo Amy Winehouse.

Ah, sim, o título que dei para o post foi absolutamente proposital, certo? Um anagrama.

Do: http://queridoleitor.zip.net/