Conheça o Google Latitude

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Conheça o Google Latitude

Posted: 05 Feb 2009 02:33 PM PST

Um novo produto do Google está dando muito o que falar em termos de privacidade, recém saído do forno e apresentado como Google Latitude, o serviço tem o objetivo de mostrar em tempo real onde você ou seus amigos estão, a idéia não é nova, o próprio Jaiku faz isso, mas para funcionar todo mundo tem que participar e o Google pode fazer isso, com sua grande influência mundial, tentar reunir um grande número de usuários para o serviço.

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Os beneficios são espetaculares, se a idéia dessa vez pegar, em alguns anos talvez seja possivel usar (efetivamente) o Google Search para fazer pesquisas locais e encontrar por exemplo, um emprego, ingressos com o melhor desconto, cinema e etc.

Lógico que você não é obrigado a usar o serviço, mas mesmo assim não precisa se preocupar com questões de privacidade, você pode configurar os amigos com os quais você quer compartilhar as informações e caso ele ainda não use o serviço receberá um convite, também é possivel esconder sua localização atual ou mostrá-la somente para amigos selecionados.

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O Google Latitude ainda não funciona perfeitamente em todos os lugares do mundo, mas pensando nisso foi acrescentado a opção de ajustar manualmente sua localização atual. A brincadeira pode ficar realmente interessante caso apareça uma API ou seja integrado rapidamente a outros serviços como Gtalk, Orkut e inclusive o Google Search.

Para usar o serviço é bem simples, você pode acessar http://www.google.com/latitude e preencher onde é indicado com o número do seu celular, em seguida você vai receber uma mensagem com instruções de instalação. Também é possivel instalar acessando http://m.google.com/latitude se seu celular for suportado, aparecerá a opção de download. Outra alternativa, caso você não queira usar ele no seu celular, basta adicionar o gadget no Igoogle.

Veja também:



Diógenes Kelsen : é desenvolvedor web, fascinado pelas APIs do Google Code e adorador do sistema operacional Android. Está no Jaiku e no Twitter.

Economist: eleição de Sarney no Senado é vitória de 'semifeudalismo'

06/02/2009 - 07h34

Para 'Economist', eleição de Sarney no Senado é vitória de 'semifeudalismo'

A eleição de José Sarney para a presidência do Senado, nesta semana, representa "uma vitória para o semifeudalismo", segundo uma reportagem da revista britânica Economist que chegou às bancas nesta sexta-feira.

A reportagem, intitulada "Onde dinossauros ainda vagam", comenta o passado político de Sarney e o número de vezes em que foi eleito para cargos públicos, afirmando que talvez fosse "hora de (Sarney) se aposentar".

"Sarney pode parecer um regresso a uma era de políticas semifeudais que ainda prevalecem em alguns cantos do Brasil e puxam o resto dele para trás. Mas, com o apoio tácito de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de centro-esquerda do país, ele foi escolhido esta semana para presidir o Senado", diz a revista.

"Esta é a terceira vez em sua carreira que ele ocupa esse cargo poderoso, que dá a ele um grau de controle sobre a agenda do governo e oportunidades para nomear funcionários públicos."

De acordo com a revista, a escolha de Sarney vai fortalecer seu poder no Maranhão, "onde alguns moradores mantinham esperanças de que sua influência estivesse começando a ruir".

"O centro de São Luís está decrépito", diz a Economist. "As ruas estão cheias de buracos e a cidade conta com um número extraordinário de flanelinhas. Só no mês passado, houve 38 assassinatos na cidade de 1 milhão de habitantes".

A reportagem afirma que no interior do Estado o atraso é "mais evidente", e cita o exemplo da cidade de Sangue, onde "muitas pessoas vivem em casas de um só cômodo, cujo telhado é feito de folhas de palmeiras, e que não têm nem água nem eletricidade".

"Os avanços educacionais no Estado são ruins. Sua taxa de mortalidade infantil, de 39 por mil nascidos vivos é 60% mais alta do que a média brasileira", cita a revista.

A Economist diz que não é incomum que apenas um homem ou uma família domine Estados no Nordeste, mas que isso estaria mudando.

Mas o controle da família Sarney no Maranhão é reforçado pelo fato de ela ser proprietária de uma estação de TV que passa programas da Rede Globo e que, no meio das novelas, "costuma exibir reportagens favoráveis ao clã", diz a revista.

"O controle das estações de televisão e rádio é particularmente útil no interior do Maranhão, onde a maioria do eleitorado é analfabeto, e onde Sarney encontra a maior parte de seu apoio", diz a Economist.

Ainda assim, o poder da família poderia estar diminuindo, afirma a revista, comentando a derrota de Roseana Sarney nas últimas eleições para governador, e as derrotas de alguns candidatos de Sarney nas eleições municipais do ano passado.

"Sarney sempre diz que o Maranhão precisa votar nele para que ele traga dinheiro de Brasília", diz à revista Arleth Santos Borges, da Universidade Federal do Maranhão.

"Na verdade, ele precisa do poder em Brasília para aumentar seu poder aqui", diz a especialista.

Brincando em cima da foto | Dica da Rosana Hermann

Brincando em cima da foto

Escolha algumas fotos boas de você. Com bom foco, nítidas, bonitas. Em close. Salve no desktop. Pronto, agora você pode usá-las para brincar com suas imagens. A seguir a lista de sites:


Create Fake Magazine Covers with your own picture at MagMyPic.com


 

2. Be Funky -Várias opções artísticas. Para salvar a imagem tem que abrir uma conta. Mas é fácil.

3. My pictr - Crie seu avatar do tamanho certo, inclusive para twitter, gravatar, skype, etc.

4.Pikipimp - mude o tamanho, adicione cabelo, biju, textos, tudo. Depois salve, mande por email ou copie o código.

my pimped pic!

5. Obamize - Manjaaaaada.... e fácil. Tem que abrir uma conta. Dá pra subir a foto ou tirar na hora com sua webcam.

6. MyHeritage - encontre a celebridade parecida com você.Tem que registrar. Chato.

7. Morph - Fiz um Modigliani, ficou péssimo.

8. Make Me Babies - junte sua foto com a de alguém e faça seu futuro bebê.

9. Glitter Yourself - Coisa de miguxa.

10. Yearbook Yourself - Lembra? Delicioso álbum antigo de escola.

E mais 'trocentas coisas pra fazer com sua imagem...

 

PS - Faltou  o Photofunia!Recomendado pelo Alexandre no ano passado!

Fonte: Querido Leitor.zip.net

 

Ultimato para menores de 30


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quarta-feira, 04 de fevereiro de 2009 — Ano 2 — #010
J. I. Packer
Um pouco de conhecimento de Deus vale mais do que muito conhecimento sobre Deus.
 
 
 
Eu recomendo
Sim, o mais importante em missões é a pessoa do missionário. No entanto, a igreja precisa cuidar melhor dos seus enviados.
Osmar Ludovico
 
Ultimato para menores de 30
Em Eclesiastes está a “ameaça” que eu mais temia quando adolescente: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade...”. Dita com inflexão autoritária e fora de contexto, a frase mostra um deus que não suporta bom humor, prazer ou alegria. Prato cheio para igrejas onde parece haver uma placa invisível onde se lê: “proibida a entrada” para menores de 30, 40 e, em alguns casos, 50.
O primeiro versículo do capítulo 12 de Eclesiastes não é uma ameaça. Ao contrário, é um convite, algo como: “Aproveite que você ainda está entre os 15 e, digamos, 30 anos, e coloque Deus nos seus planos, nas suas escolhas. Esse é também o nosso convite-campanha em 2009, nosso Ano das Juventudes. Para os jovens — e para os que passaram dos 30 —, “nada melhor do que comer, beber e se divertir... E saber que mesmo essas coisas veem de Deus” (Ec 2.24).
Prateleira    
Novelas fazem mal à saúde -- do casamento
Pesquisas apontam uma novidade: onde chega o sinal da Globo, aumenta o número de separações.
  A arte da reanimação
Não permita que 2009 o encontre desanimado. Talvez você não saiba: o ânimo é uma de suas maiores riquezas.
Exclusivo online
Relativismo, certeza e agnosticismo em teologia
Tenho me deparado com pastores e teólogos que acreditam que teologia boa é só aquela que está sendo feita agora. Recentemente encontrei mais um desses. Chamou-me de fundamentalista porque eu acredito que existe teologia certa e teologia errada, e porque incluo na primeira categoria os antigos credos cristãos e as confissões reformadas.
Augustus Nicodemus
No blog
7º Encontro Missionário Estudantil e Profissional (EMEP)
2009 será o Ano das Juventudes aqui na Ultimato. Queremos aproximar mais a revista dos jovens e os jovens de Ultimato. Entre as ações previstas está o apoio ao 7º EMEP, promovido pelo Centro Evangélico de Missões (CEM), que acontece entre os dias 21 e 24 de fevereiro.
Para outras informações acesse www.cem.org.br
 
Blog estreia nova seção
EUAvisei é o nome da nossa nova seção. Direto de Washington, DC, a capital norte-americana — cidade sem esquinas e com mais funcionários públicos por metro quadrado do planeta —, nosso ex-assistente de edição, Áquila Mazzinghy, vai falar sobre quase tudo que você não vê nos jornais ou na TV por estas bandas e compartilhar das esquisitices e virtudes dos nossos irmãos ianques. Nas horas vagas, nosso novo blogueiro estuda direito internacional no Washington College of Law. Bem-vindo.
   
expediente  
Edição: Marcos Bontempo  
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TUDO É VAIDADE
Concentração de poder
Tudo é vaidade e correr atrás do vento
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Obama e o Castelo de areia


Castelo de areia

Ontem, o presidente americano Barack Obama teve que admitir que errou ao indicar alguns nomes para seu governo, porque essas pessoas estavam devendo impostos. Duas dessas pessoas renunciaram porque admitiram que haviam sonegado impostos. Obama colocou padrões éticos altíssimo para seu governo.

Já aqui no Brasil, sem querer dar uma de chata que só critica a própria terra, é a casa da Mãe Joana Sonegadora.

Edmar Moreira(DEM-MG), "que assumiu a corregedoria da Casa(Câmara) é acusado de não ter declarado um castelo avaliado em mais de R$ 20 milhões em sua prestação de contas na campanha de 2006", como informa o G1, em link enviado pelo querido leitor André Lelles.

Leia lá: "Moreira é proprietário de um castelo avaliado em mais de R$ 20 milhões em São João do Nepomuceno (MG), que está à venda. Na sua declaração à Justiça Eleitoral, no entanto, o deputado disse ter apenas um terreno de R$ 17,5 mil na cidade. Ele disse que não vai comentar o fato."

Quer comprar o Castelo Monalisa?

Visite o site: www.castelomonalisa.com.br


http://queridoleitor.zip.net


Bola de Neve - Trust Skate Park



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Igreja Evangélica Bola de Neve | Rua Turiassu, 734 - Perdizes - São Paulo - SP - Brasil
Cultos: Domingo 10h, 16h (tradução em Libras) e 19h / Quinta-feira 20h e Sábado 20h
Para saber os horários de cultos na sua cidade acesse o site: www.boladeneve.com

BPesquisa da BID sugere uma ligação entre as novelas da Globo e um aumento de divórcios

02 de fevereiro de 2009  |  Visualizações: 148  |
  Novelas fazem mal à saúde -- do casamento
 












Além das bobagens de sempre, agora as pesquisas apontam uma novidade nas novelas, se é que não sabíamos: onde chega o sinal da Globo, aumenta o número de separações. Não é preciso ser um gênio para perceber como as novelas tratam o casamento, as relações pessoais e, especialmente, os valores cristãos.

A novidade está na pesquisa dirigida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e sugere uma ligação entre as novelas da Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas. Publicada pela BBC.com, a pesquisa leva em conta os censos dos anos 70, 80 e 90 e o alcance da TV Globo em todo o país. Para os autores, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, “a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Globo se torna disponível”.

Não parece história da carochinha, como é o caso dos dramalhões. Foram analisadas 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999. Nelas, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% eram infiéis a seus parceiros.

Não conheço a alma feminina. Mas desconfio que, quando os homens se acham frouxos, pobres ou incompetentes ao assistirem aos “modelos” de virilidade e sucesso da espécie masculina apresentados na tela, as mulheres também se descabelam. Não se sentiriam elas gordas, mal-amadas e incompletas ao verem no “espelho das 8” aquela mistura de “barbie” e mulher-fatal, uma espécie vencedora-sem-estrias e que nunca fica velha? Não há casamento que resista, se esse é o alimento diário.

Marcos Bontempo


Leia o livro
Como se Livrar de Um Mau Casamento, Carlos “Catito” Grzybowski

FONTE: http://www.ultimato.com.br/?pg=show_conteudo&util=1&categoria=1&registro=945

Best Worship Albuns

Best Worship Albums

Posted by thinkingriddles on April 24, 2008

Finding powerful worship albums is not that easy.   You need a combination of great songwriting/selection, strong musicianship, hunger and responsiviness to the presence of God.   Some worshipers are strong on one but weak on others.    There are a lot of great worshipers in the Kansas City stream that tune into the presence of God, but it's so free form that the music suffers a bit.    On other hand, more typical is sacrificing the presence for perfection.  Israel Houghton may be an example of this.    If he would let the Spirit flow just a little more, I think his music would live up to its reputation.    So here are my personal "must own" albums:

Hillsong

Every discussion of worship music must start with Hillsong.  Their music has completely redefined the genre, while everyone else runs to catch up.   They have dozens of albums, most of which are better than almost any album by anyone else, however a few stand out for me:

1.   You are my World — This album flows so well, and leads into some very powerful worship songs like "All of my Days", "You Are My World", "Worthy Is The Lamb."   I actually played this album almost continuously for a year.

2.  Savior King — After several albums that were great, that had amazing moments but didn't quite hit the same peak as "You Are My World", Hillsong came out with "Savior King."   It's hard to believe how many songs with deep lyrics and poignant moments are on this album.   Some of my favorites are "Hosanna", "In Your Freedom", and "Here In My Life."

CFNI and Friends

A few years ago the Christ for the Nation Institute in Dallas put together a worship team including Rick Pino, Klaus Keuhn, and Kari Jobe and they struck gold.    The two CFNI albums with this team together are very very good, and so are the DVD that come with them.

1.  Glorious — This was the first and maybe better of the two.  My favorite on this album is "Running" especially on DVD.  She's bringing this deep from the heart and you can feel it.

2.  Overtaken — I love to watch the first song on this DVD, "The Lord Reigns" I get freedom just watching the girl in the back jump for joy in the Lord's presence.   There is a series of songs at the end that get's really deep and intimate, and will take you into some very deep worship, including "Alabaster Jar" and "My Romance"

3.  Extraordinary (ORU) — This may be more personal preference, but I really like this album.  It has a number of songs including "Heal Me" and "This is our God" which only appear here, and bring a specific anointing with them.    Kari Jobe appears on this album

In addition to these few, Klaus Keuhn has two major albums, Kari Jobe has a small album, and Rick Pino has two major albums.  Each of these are good in their own right.  Rick's stuff is very intense so even as intense as I am, I can't listen to it continously, but when you are ready for intensity it's some really good stuff.

Kansas City and Friends

There are individual songs I like by various musicians of this stream including Jason Upton ( who really is best live), the Morningstar worship guys, Joann McFatter, and others.  However of the ones I know about, as an album, the one that really stands out:

1.  We Cry Out - Jesus Culture.  This album brings the passion of Kansas City together with structure.   The entire album is really great, but the Kim Walker songs  are off the charts.  They are very intense "Go after God with everything" kind of songs.

Fred Hammond

Not everyone who didn't grow up in the traditionally black chuch is able to enjoy black gospel, but most people who have some musical breadth can really enjoy Fred Hammond.  He is the Hillsong of black gospel music.  Entirely in a category of his own.  In particular, when he was paired with Radical for Christ (RFC) every album they did was outstanding.  Often very rich lyrics, rich complex music, and the anointing.   It's really hard to choose some over others but here are my two favorites:

1.   Pages of Life — This Two disc set, especially disc one is really strong.  There are strong, warfare/faith builders as well as deep, comtemplative worship songs.  May be "best of genre"

2.   Spirit of David — This is a great album.  Again, great lyrics with outstanding musicianship.

Black Gospel

Running out of energy, but here are a few more goodies:  Keith Staten did two great Praise&Worship albums.    John P Kee's, "Strength" is a great album that you can play all the way through.   Winans Phase Two had one album that was outstanding.   Hezekiah walker has a number of albums, but Live In Atlanta is probably best.  Full Gospel Baptist Fellowship Mass Choir second album has a couple of very powerful songs.   Lakewook did two great albums.    The old  Commissioned stuff can be good too.  In it's day those guys really touched the black church.

Não tenha medo das previsões


Não tenha medo das previsões
 
  
 
Elas significam exatamente isso: suposição, hipótese, acontecimento incerto. Para combater previsões, cujo único "produto" palpável é a ansiedade, conhecemos uma "receita" antiga (Mt 6.25-34).

Por exemplo, as do FMI. É, ele ainda existe. Aliás, ontem o velho jornalista da "Folha" Jânio de Freitas foi ao ponto: "As previsões catastróficas do FMI para este ano são importantes como notícia, mas não como previsões. Servem para aumentar a agitação, sem qualquer outro efeito. O FMI nunca acertou uma".

Agora, as "agências de risco". Mesmo depois da bancarrota e da quase estatização de algumas dezenas de instituições financeiras (capitalistas?), elas não fecharam. E o pior, seu mau agouro continua sendo a cartilha de muitos analistas e comentaristas de TV, alguns vestindo preto, que "avisam" os moribundos telespectadores do seu futuro sombrio. "Como essas agências, que se provaram sistematicamente incorretas em suas passadas previsões, podem ser consideradas confiáveis em novas análises?", pergunta o professor Paul De Grauwe, economista do Centro de Estudos Políticos Europeus, em artigo publicado no "Financial Times" e traduzido pela "Folha".

Esta é mais fácil. Qual foi a última vez que a previsão do tempo acertou sobre a inundação da sua cidade, ou que a chuva de um dia foi mais do que o "previsto" para todo o mês? Pois é, encare assim qualquer previsão. Melhor, faça como Neemias ao enfrentar as reações previsíveis dos seus inimigos: "Nós oramos ao nosso Deus e colocamos guardas de dia e de noite para proteger-nos deles" (Ne 4.9). De resto, não se preocupe com amanhã; basta a preocupação de hoje (Mt 6.33-34).

Marcos Bontempo
 

Televisão não é tão ruim assim


23/01/2009 - 15:27 por Dawn Zemke

Televisão não é tão ruim assim

Eu preciso confessar algo a vocês: minha família assiste televisão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Calma, tem mais! Algumas vezes nós jantamos na frente da televisão. Nós puxamos umas bandejas e nos assentamos no chão, enquanto Clark Kent luta usando seus super poderes, ou Jack Bauer tem um dia muito ruim. Em alguns dias nós estamos tão atentos no que está passando, que o barulho de um alfinete caindo no chão poderia incomodar. E, se alguém, por algum motivo, precisa ir à cozinha, nós agradecemos a Deus por TIVO (um tipo de gravador de vídeo digital) existir.

Eu sei, eu sei – essa dificilmente é a recomendação de um expert em jantares de família. Todavia, também é verdade que passamos muitas noites jantando ao redor de nossa mesa, comendo e conversando sobre nosso dia, como acontece numa tradicional refeição familiar.

Nossa família tem crescido mais unida, por causa do tempo que passamos juntos em frente de uma televisão. Seguem abaixo alguns benefícios que adquirimos com esse "maligno" aparelho.

Em primeiro lugar, a televisão é um grande motivador de conversas. Observar as pessoas - na vida real e na ficção – ajuda a lidar com conflitos e escolher temas interessantes para discussões, principalmente quando questões relacionadas com a moral estão envolvidas. Álcool, drogas, sexo antes do casamento e homossexualismo são alguns dos tópicos que meu marido Ron e eu temos conversado com nossos adolescentes, graças aos programas de TV que assistimos. Enquanto buscamos construir uma ponte entre o que está sendo tratado na TV e uma gravidez na adolescência, por exemplo, nós monitoramos esses assuntos, ao invés de bani-los. Quando nossos filhos eram menores, embora os assuntos fossem menos provocativos, não eram menos importantes: mentir, roubar, ser desonesto, tratar os outros com gentileza e respeito eram alguns dos nossos temas.

Enquanto os pais não precisarem de um programa de TV para suscitar essas questões, algumas vezes um personagem fictício ou uma situação pode provocar uma abordagem de forma não ameaçadora. Nós podemos começar a conversa falando sobre o problema que um personagem do seriado Lost enfrenta com as drogas e perguntar aos nossos filhos se eles sabem da existência de drogas na escola ou nas festas de fim de semana, por exemplo.

Em segundo lugar, a televisão expande nossos horizontes. Embora minha família more no subúrbio de Midwest, pela televisão nós ficamos sabendo dos terríveis genocídios em Darfur, e da devastação do terrorismo ao redor do mundo. Nós encontramos esperança em atitudes de homens e mulheres comuns. A televisão é uma janela que nos permite ver um mundo maior do que aquele que está limitado à nossa rotina diária. Contemplar a pobreza nos inspira a agir – como fez o meu filho em uma viagem missionária com a igreja para Appalachia.

Em terceiro lugar, a televisão nos mantém conectados. Quando nossos filhos se aproximaram da adolescência, nos perguntamos se enfrentaríamos o que os pais costumam relatar sobre esse período – que eles nunca desejariam trazer amigos para casa, mas que prefeririam estar em qualquer outro lugar. Nós temos uma pequena casa com uma modesta sala e sem porão. Não é muito, se comparada com a casa de amigos que tem sala de jogos, etc. Contudo, nossa televisão de tela grande (e a alegria de Ron e minha, é claro) tem encorajado os amigos de nossos filhos a fazerem de nossa casa seu lugar favorito. Assistindo a um filme ou jogando vídeo game, sempre parece haver alegria naquele lugar.

Ron e eu não nos importamos. Quando as coisas estão acontecendo em nossa casa, sabemos exatamente o que eles estão fazendo, que filmes estão assistindo. E o melhor de tudo, passamos a conhecer os jovens que fazem parte do grupo de nossos filhos.

A televisão se tornou um recurso virtual inescapável em nossa cultura. Ela está lá e você pode se assegurar de que seus filhos – e você – estarão ligados ao que acontece nos shows, filmes, programas, etc. – se não for em casa, através de amigos e colegas de trabalho. Como cristãos, precisamos estar no mundo sem sermos do mundo (Jo 17:14). Precisamos honrar nossa responsabilidade de fazermos escolhas. Por isso, desde cedo preferimos educar nossos filhos no caminho que devem andar (Pv 22:6), fazendo da TV uma aliada nesse processo. Em algumas ocasiões, isso significa vetar alguns programas. Em outras, isso significa monitorar o programa e levantar discussões sobre os temas abordados. No fim, aprendemos bastante sobre nossos filhos. Se Deus quiser, com o passar do tempo eles ganharão maturidade e experiência para cuidarem de si, quando mamãe e papai não tiverem mais com o controle remoto em suas mãos.


Dawn Zemke vive e assiste TV em Illinois.

Copyright © 2009 por Christianity Today International

(Traduzido por Daniel Leite Guanaes)

Chefão do tráfico é enterrado com hit gospel


01/02/2009 - 10:01 por Redação

Uma canção para Pitbull

Chefão do tráfico, morto pela polícia, é enterrado ao som do hit gospel 'Faz um milagre em mim'.

Cerca de 70 pessoas acompanharam, nesta sexta-feira, o enterro do traficante Leandro Monteiro Reis, o Pitbull, ex-chefão do comércio de drogas no Morro da Mangueira, região central do Rio de Janeiro. O sepultamento, no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo, teve todas as características que já se tornaram comuns em situações do gênero – muito pranto, discursos acalorados em honra do morto e contra as ações da Polícia Militar nas comunidades e intimidações contra a imprensa. Com uma homenagem a mais: Pitbull desceu à sepultura ao som da canção evangélica "Faz um milagre em mim", entoada pelos presentes. Composta por Régis Danese, a música é considerada o maior hit gospel do momento e tem, entre seus versos, as frases "Eu preciso de ti, Senhor" e "Me ensina a ter santidade". Não há informações sobre a confissão religiosa de Pitbull.

Sobre o caixão, foi colocada uma bandeira com as iniciais da facção criminosa à qual o traficante era ligado. Policiais à paisana, infiltrados no cotejo, retiraram a bandeira, o que gerou fortes protestos e um início de conflito. Pitbull foi morto na quarta-feira, em confronto com policiais. No mesmo dia, traficantes concatenaram uma série de ações, como a incineração de três ônibus nas redondezas da Mangueira. O objetivo seria desviar a atenção da polícia para que o traficante, que estaria ferido, pudesse ser retirado da favela. A morte do bandido foi confirmada na mesma noite. Momentos depois, um grupo de 15 homens armados atacaram um prédio da Polícia Militar que abriga ainda uma creche da Prefeitura. A guarnição conseguiu impedir a invasão e houve intenso tiroteio, mas ninguém ficou ferido.

Emergência africana

02/02/2009 - 08:09 por Timothy C. Morgan e Isaac Phiri

Emergência africana

Fome endêmica no continente mais pobre do mundo é um desafio a governos, Igreja e instituições humanitárias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prezado leitor, se você demorar meia hora para ler esta matéria, saiba que, neste mesmo intervalo de tempo, cerca de 500 pessoas ao redor do mundo morrerão de fome ou por doenças decorrentes da carência alimentar. Hoje, um contingente de nada menos que 850 milhões de seres humanos são considerados famintos crônicos. É muita gente, sobretudo quando se sabe que nunca houve tanta fartura de comida. Nos últimos 45 anos, a produção global de alimentos experimenta um período de crescimento ininterrupto. No ano passado, por exemplo, houve uma produção recorde de 2,3 bilhões de toneladas de grãos – inclusive no Brasil, que tem conquistado super-safras sucessivas. Os excedentes alimentares, no entanto, não têm sido capazes de fazer face à demanda mundial, e a má distribuição de riqueza, tão antiga quanto a humanidade, se encarrega de traçar o pavoroso quadro da fome.

Nos últimos 18 meses, o preço dos alimentos básicos subiu às alturas em todo o mundo. Especialistas estimam que aproximadamente 100 milhões de pessoas pobres deslocaram-se de um estilo de vida de subsistência com o equivalente a 2 dólares por dia para apenas um dólar – o limiar da pobreza absoluta, segundo a Organização das Nações Unidas. E o último ano tem sido uma montanha russa de variação de preços, secas, inundações e escassez de alimentos. A crise financeira que eclodiu em setembro só piorou o cenário, sobretudo nas regiões mais pobres do planeta, como a América Latina e a Ásia. Mas é na África que o drama da falta de alimentos é mais evidente. Continente marcado pela exploração de seus povos, muitos dos quais escravizados séculos a fio, a África sofreu ainda com o colonialismo, que lhe exauriu as riquezas, e com guerras étnicas que drenam fortunas de suas combalidas economias. Só entre 1990 e 2005, governos da região gastaram o equivalente a 285 bilhões de dólares em conflitos. A montanha de dinheiro, equivalente aos recursos recebidos em ajudas internacionais ao longo do mesmo período, seria suficiente para debelar a crise da AIDS, prevenir doenças endêmicas como a malária e a tuberculose e proporcionar água potável e saneamento básico a boa parte da população do continente.

O estudo Africa's missing billions, realizado pelo Banco Mundial, investigou as economias africanas e, pela primeira vez, calculou os efeitos das guerras sobre o Produto Interno Bruto daqueles Estados. A conclusão é de que os países africanos afetados por conflitos armados, como Angola, Serra Leoa, Sudão, Uganda e Costa do Marfim, têm sua economia reduzida numa média de 15%. A desnutrição aumenta no mesmo percentual, e o continente inteiro desperdiça cerca de 18 bilhões de dólares por ano em armamentos, formação de tropas e manutenção de campanhas militares. Das trinta e sete nações mais severamente atingidas pela escassez de alimentos, 21 estão na África, de acordo com a ONU. E a Etiópia representa o pior dos piores. Guerra, seca, escassez e fome são flagelos comuns aos etíopes há várias gerações. Agora mesmo, 15 milhões de etíopes passam fome. Comprometidos em seu desenvolvimento pela desnutrição crônica, crianças de 12 anos aparentam ter a metade disso.

Dezenove nações da África oriental, onde fica a Etiópia, têm uma população total de 300 milhões de pessoas, cujas vidas dependem diretamente da agricultura. Em média, 80 por cento delas vivem em situação de risco alimentar. Nas áreas urbanas, a situação não é melhor – milhões de africanos não conseguem encontrar comida, e quando está disponível, não têm como pagar por ela. Em Nairóbi, capital do Quênia, mais de um milhão de pessoas rotineiramente passam fome. No Zimbábue, a projeção é de que mais de cinco milhões, do total de 12 milhões da população do país, estejam famintos ano que vem. Para o Bispo Paul Mususu, líder da Comunhão Evangélica da Zâmbia, um ativista em prol das vítimas da seca e da inundação no sul e nordeste rurais do país, a crise da região "quase que se tornou uma norma".

Fogo cruzado – Uma das maiores e mais perturbadoras perguntas para líderes de igreja, pesquisadores de campo e estrategistas políticos é esta: quanto da crise atual é promovido pelo homem? A Christian Aid, instituição beneficente com sede no Reino Unido e que apóia programas de auxílio alimentar por toda a África, opõe-se a sugestões de que a crise de alimentos se deve principalmente a fatores naturais tais como secas, inundações e ciclones. "Esta é uma crise produzida pelo homem, não pela natureza", declara seu relatório sobre crise alimentar, divulgado em julho passado. Para a entidade, há muitos fatores em ação, como a drástica redução em subsídios governamentais, o pequeno investimento na modernização da agricultura tradicional e a corrupção, pela política partidária, da distribuição de auxílio alimentar – além, claro, dos conflitos.

Basicamente, a insegurança alimentar é um fato da vida para milhões de pessoas. Fragilizada e subnutrida, Eunice Emanure mora no vilarejo de Gangura, um grupamento de barracas ao longo da fronteira sul do Sudão com a República Democrática do Congo. Ela fica sem comida porque o pouco que tinha foi roubado quando um bando violento da milícia auto-proclamada Exército de Resistência do Senhor passou por seu vilarejo. "Eles chegaram em minha casa e levaram tudo", lamentou ela à reportagem de Christianity Today. No nordeste rico do Congo, os habitantes Nyabondo ficam sem comida porque não há estabilidade suficiente para se plantar ou cultivar rebanhos. A população sobrevive com o que acham na selva para comer, depois que um grupo rebelde hostil invadiu seu vilarejo.

Em Mogadíscio, a capital da Somália – outra nação exaurida pela guerra –, voluntários de instituições humanitárias não conseguem entregar comida por medo de serem apanhados no fogo cruzado entre facções inimigas. O perigo é real e não poupa nem mesmo aqueles que vêm oferecer ajuda: na região conflituosa de Darfur, no Sudão, 100 caminhões da ONU com alimentos foram atacados neste ano. No vilarejo de Wondo Genet, o pastor Philip, que ajuda a distribuir alimentos, pediu para não ter sua identidade revelada por razões de segurança. Ele foi entrevistado durante uma visita aos Estados Unidos em busca de financiadores para o auxílio que presta às comunidades carentes. "Não priorizamos a distribuição de alimentos por religião. Damos prioridade de acordo com a necessidade. Eles talvez sejam muçulmanos, cópticos ou o que quer que sejam. Nós distribuímos alimentos aos mais necessitados".

Quando os caminhões de alimentos chegam, líderes locais usam informação colhida a partir dos questionários por residência para decidir quem recebe os grãos reforçados e outros ingredientes. "Estamos nos concentrando na área rural. As mulheres e crianças são as mais afetadas". Segundo ele, as mães dão prioridade às crianças. "O problema é que tudo acaba antes que muitas delas recebam alguma coisa. Essa é a parte mais triste", lamenta o pastor.

Almoço ou jantar – Em Nairóbi, a coordenadora de programa da Comunhão Evangélica do Quênia, Sophie Nyokabi, ainda está chocada com a conta de agosto em sua mercearia. "Gastei duas vezes o que havia gasto em janeiro", reclama. No entanto, do outro lado da capital, em Kibera, uma das maiores favelas do mundo, milhares passam fome porque não têm dinheiro para comprar o alimento exposto nos quiosques sem autorização, ao longo de suas ruas empoeiradas.

Mas o pior está por vir para Nyokabi, os residentes de Kibera e todos os quenianos. A Christian Aid diz que os preços dos alimentos devem permanecer altos em 2009 como conseqüência da redução de cultivos, baixos estoques e alta nos preços do petróleo. Em Zâmbia, moradores de vilarejos na província do sul vivem dos chamados alimentos de escassez (frutas silvestres, nozes e raízes). Sua safra em 2008 foi arrasada pelas inundações. Em Lusaka, a capital, uma família de oito pessoas vive no limite, uma vez que os preços dos alimentos subiram 50 por cento desde janeiro. Suas refeições são alternadas – se tomam café da manhã, não podem almoçar; se almoçam, vão dormir sem janta, e assim por diante.

Tokunboh Adeyemo, ex-secretário-geral da Associação dos Evangélicos na África, conhece de perto o problema da fome. Ele tem viajado por quase todo o continente e raramente esteve tão alarmado. Adeyemo acredita que, se a situação alimentar não for tratada de maneira efetiva, poderá desencadear novos conflitos. "Estamos sentados sobre uma bomba-relógio", ele disse à reportagem, em um cômodo repleto de livros em seu apartamento em Nairóbi. O religioso faz uma previsão sombria: "Quando a fome se transformar em raiva, as pessoas lutarão".

No seu entender, uma das causas principais da fome crônica no continente é o mau gerenciamento. "Os africanos devem aprender a administrar seus recursos com eficiência", diz. Ele cita a narrativa bíblica da Criação – os seres humanos foram criados depois que todos os recursos necessários à sua sobrevivência foram colocados em seus devidos lugares. "Os africanos devem maximizar o uso produtivo de seus recursos dados por Deus", defende. No entanto, o problema que frustra Adeyemo ainda mais é a "incompetência da liderança" – a falha dos líderes africanos em suscitar soluções duradouras à crise, tais como a disponibilidade e a acessibilidade alimentar. "Eles continuam culpando o colonialismo, cinqüenta anos depois de ele ter acabado", observa. Ao invés de apontar o dedo, ele diz, os líderes africanos deveriam desenvolver e implementar maneiras de combater o drama humanitário que é a fome. "Nossos agricultores estão padecendo. Temos de melhorar as condições dos produtores de alimento".

O chamado de Adeyemo aos cristãos ocidentais é para que não "esmoreçam" em se tratando do desenvolvimento de novas maneiras de responder às dificuldades, uma vez que o auxílio alimentar sozinho nunca resolverá esses problemas. Ele acredita que com o tipo certo de ajuda, a África pode alimentar a si mesma. Colocando de lado os papéis que lhe abarrotam a mesa, inclina-se para fazer um apelo apaixonado: "Dêem a nós o tipo certo de missionário, que capacite o nosso povo a produzir seu próprio alimento".

Monetização – David Beckmann, presidente da instituição Bread for the World ("Pão para o Mundo"), organização que atua em prol da erradicação da fome, disse a Christianity Today que o povo cristão precisa saber que o mundo tem feito progressos contra a fome, a pobreza e as doenças. "Vejo isso como Deus movendo-se em nossos dias. No entanto, as pessoas precisam entender que estamos passando por um revés muito sério nesse progresso", pondera. "Estamos observando um aumento expressivo da fome nos países em desenvolvimento. Se quisermos voltar aos trilhos, precisaremos ser cidadãos participantes, e fazer com que os governos cumpram com a sua parte".

Três anos atrás Christopher Barrett, um professor da Universidade de Cornell e especialista em desenvolvimento, co-escreveu a obra de vasta pesquisa intitulada Food aid after fifty years: Recasting the role ("Auxílio alimentar depois de cinquenta anos: Reformulando o papel"), onde faz uma crítica contundente ao auxílio alimentar prestado pelo Primeiro Mundo – particularmente, os Estados Unidos – à regiões como  a África. O estudo foi elaborado por ocasião dos 50 anos da implementação da ajuda sistemática americana e demonstrou como tentativas de instituições beneficentes quase sempre dão errado.

"Auxílio alimentar é um instrumento profundamente falho", ele escreve. Isso porque o sistema sofre com problemas fundamentais, como questões econômicas – o auxílio alimentar prestados pelos EUA beneficia principalmente o agronegócio, transportadores e políticos, e não pessoas famintas. Muitas vezes, a ajuda chega tarde demais a quem precisa. É extremamente caro, por exemplo, transportar dois milhões de toneladas de grãos do centro-oeste americano através de milhares de quilômetros a pessoas com fome em lugares remotos. Estatisticamente, somente 35 centavos de cada dólar empregado no auxílio alimentar vão efetivamente para o alimento. O resto vai para pagar pelo transporte.

A prática mais controvertida no auxílio alimentar é chamada de monetização, que envolve navios de bandeira americana transportando grãos para mercados estrangeiros. Com controles cuidadosos em vigor, esse alimento não-emergencial é vendido. O dinheiro então é usado para fornecer assistência in loco que, em alguns casos, inclui programas valiosos de modernização da produção local. Os críticos acreditam que essa prática reduz o preço dos alimentos locais, desse modo solapando os produtores da região onde ele é produzido. Ano passado, a instituição beneficente norte-americana CARE abalou o mundo em desenvolvimento quando decidiu recusar US$ 45 milhões em auxílio alimentar para monetização, porque, alegou, isso trabalharia contra seus objetivos de redução da pobreza e fome crônica. Antecipando-se à monetização, o Programa Alimentício para o Mundo da ONU e muitas outras nações adquirem grãos em mercados regionais e os usam para esforços de auxílio em países próximos.

Várias agências de auxílio, como a Visão Mundial, adotam a monetização. Robert Zachritz, diretor de Defesa e de Relações Governamentais da entidade, diz que ela é uma ferramenta efetiva para salvar vidas. "Ela é perfeita? Não. Mas atinge o objetivo", defende. Segundo ele, 75% dos programas de desenvolvimento de longo prazo são feitos através do sistema. "Se você remove esse recurso, ele não será substituído", argumenta. Zachritz disse que os programas de monetização estão sujeitos a controles cuidadosos para evitar dano aos mercados locais e limitar os lucros excessivos dos transportadores. Ele se empolga ao enfatizar que nenhuma instituição tem "a resposta total" à fome global. "Precisamos de bons governos. Precisamos de negócios. Precisamos da Igreja, a comunidade com base na fé. E precisamos de grandes e pequenas organizações não-governamentais. Pre¬cisamos trabalhar juntos – onde obtemos sinergia é onde desenvolvemos respostas".

Em algumas partes da África oriental, ao menos, esse tipo de sinergia é possível. Há um desejo crescente por líderes políticos e eclesiásticos que lidem com a fome crônica usando todo recurso que puderem disponibilizar nessa luta. "Todos os nossos recursos globais têm sido mobilizados para responder", afirma Stuart Katwikirize, conselheiro de Relações Emergenciais para a África da Visão Mundial.

"Ação política e espiritual" – "Esta situação demanda ação, política e espiritual", prega o ativista Tony Hall, autor do livro Changing the face of hunger ("Mudando a face da fome", inédito no Brasil). "O problema está se tornando tão grande que precisamos trazer Deus à discussão, e não estamos fazendo isso. Nós estamos atacando a fome parcialmente. Precisamos pedir ao Senhor sabedoria e ajuda, pois trata-se de uma prioridade."

Se parece romântico demais diante da magnitude do problema, vale lembrar que ele aprendeu a lição durante uma visita à Índia, com ninguém menos que madre Teresa de Calcutá, a religiosa que entrou para o panteão dos heróis da humanidade com seu trabalho em favor dos desvalidos. "Ela dizia que quando você está com os pobres e os ajuda, Deus está ali. Trata-se de um belo lugar para se estar. Madre Teresa ensinou-me minha primeira lição – fazer o que está diante de mim. O que está se passando em sua igreja? Preste atenção ao que estiver bem à sua frente", questiona Hall.

Esperança no caos - Na linguagem repleta de iniciais das agências de auxílio, eles são rotulados de OCSV – sigla para a expressão "órfãos e crianças vulneráveis". Globalmente, há 143 milhões de OCSV. Fraqueza, atrofiamento, desnutrição e doenças roubam delas sua infância e praticamente toda a esperança.

Na Zâmbia, há 90 mil dessas crianças que perderam no mínimo um dos pais ou foram abandonadas. Elas deixam as zonas rurais onde nasceram e migram para as áreas urbanas a fim de viver nas ruas e mendigar. "É pela graça de Deus que conseguimos sustentar essas crianças", diz Joy Chisompola, dirigente do Projeto Lazarus, um programa de reabilitação que cuida de 41 orfãos urbanos.

Mães de uma igreja de Lusaka começaram o projeto em 1999. Situado em uma fazenda nos arredores da capital, o projeto tem sido prejudicado pelo aumento nos preços dos gêneros alimentícios, decorrente tanto de fatores internos como da crise global. Não há fome no momento, mas os alimentos básicos estão em falta para 450 mil pessoas no país. No ano passado, as inundações geraram uma queda de 50 por cento na colheita de alguns grãos. "É um grande desafio. Os preços de comida, açúcar e óleo de cozinha estão subindo", preocupa-se Chisompola.

Além da ajuda direta aos famintos, Lazarus também desenvolve programas vocacionais e uma escola comunitária com 250 alunos, cuja idade média é de 9 anos. Além de leitura, escrita e matemática, as crianças maiores aprendem a como plantar grãos e verduras de cultivo comercial, além de criar frangos. As crianças do Lazarus são recolhidas nas ruas e algumas se integram com dificuldade aos programas. "Obviamente, as refeições não são suficientes para elas", diz a diretora. "Elas vêm das ruas onde cheiram cola, o que faz com que tenham mais apetite que uma criança normal". Noventa por cento do orçamento mensal da instituição vêm de contribuintes individuais locais. "Há poucas pessoas que nos ajudam ocasionalmente", continua ela. "Não temos nenhum simpatizante permanente que contribua conosco todo mês. Posso dizer que vivemos pela graça de Deus".

Os órfãos também precisam de roupas, tanto quanto de alimento. Quase todas as crianças assistidas cobrem-se com trajes esfarrapados. "Elas ficarão assim até que alguém seja guiado pelo Espírito de Deus a doá-las", comenta a diretora. Segundo ela, os internos são ensinados que não podem viver apenas de pão. "Nós demonstramos a ela amor e cuidado. A Palavra de Deus lhes é ensinada. Esse ministério as ajuda a mudar suas vidas", acredita. Três anos atrás, um menino bem novinho foi abandonado em uma estação de trem na Zâmbia. Os funcionários do projeto o recolheram e lhe deram o nome de Lazarus. Hoje ele vive no orfanato e está aprendendo a lavrar a terra, bem como o ofício da carpintaria.

No Projeto Lazarus, a lista de pedidos de oração é longa. A comida, no entanto, vem primeiro. Joy Chisompola diz que na oração dos órfãos, o alimento vem antes de novas instalações, novas roupas ou melhor educação. As hortas e os frangos bem cuidados da fazenda estão ajudando, mas muitas das 41 crianças dali ainda vão para a cama famintos todos os dias.


Copyright © 2008 por Christianity Today International

(Traduzido por Jorge Camargo)

História de amor de C. S. Lewis é contada em filme

30/01/2009 - 13:41 por Patrícia Nunan e Nataniel Gomes

História de amor de C. S. Lewis é contada em filme

'Terra das Sombras' narra um pedacinho da vida de um dos maiores teólogos leigos da modernidade, Clive Staples Lewis, mais conhecido pelo grande público como C.S. Lewis.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Terra das Sombras foi dirigido por Richard Attenborough, presidente da BAFTA, a academia britânica responsável pela premiação anual dos melhores trabalhos realizados em cinema, televisão e outras mídias audiovisuais. Entre seus trabalhos mais conhecidos podemos encontrar cinebiografias de famosos, como Ghandi, ganhador dos Oscars de melhor filme e direção em 1982, Chaplin, No amor e na guerra (sobre a vida do escritor Ernest Hemingway). Curiosamente ele também ator e participou de filmes mais populares como Jurassic Park, Milagre na Rua 34, entre outros.  

Estrelado pelo sempre fantástico Anthony Hopkins (Silêncio dos inocentes) e por Debra Winger (Fé demais não cheira bem). É baseado na peça teatral homônima, de William Nicholson, ainda em cartaz em Londres. O foco do filme está em um dos momentos mais significativos na vida dele: quando conhece Joy Greesham, uma cristã judia-americana, escritora e poetisa, abandonada pelo marido, com quem ele trocava inúmeras correspondências. Foca o momento-encruzilhada do enfim, o amor (e por que não dizer, da alegria e da dor inerentes); amor que inicialmente Lewis denega, mas, por fim, assume, casando-se com ela "diante de Deus, dos homens e de si mesmo".

Não dá para não se emocionar com a história de "Jack", como ele era conhecido pelos amigos, e Joy! E embora os olhos azuis de Hopkins não tenham nada a ver com os castanhos de Lewis, o ator dá um verdadeiro show de interpretação, especialmente nos olhares sem palavras de um intelectual que tem resposta para tudo, mas não sabe falar de amor, amando; o Lewis que pergunta a si mesmo: "Como poderia ser Joy minha esposa?  Eu teria que amá-la, não teria?  Eu teria que gostar mais dela do que de qualquer outra pessoa no mundo.  Eu teria de sofrer como um condenado com a perspectiva de perdê-la".

Além de lançar luz sobre esse gigante intelectual que marcou e influenciou o pensamento cristão ocidental do século 20, Terra das Sombras permite-nos ver Lewis sob um prisma mais intimista e humano (e com algumas de suas idiossincrasias); o Lewis de dentro, por trás de suas declarações. Assim, quem já leu seus livros percebe facilmente a relação entre sua vida e suas obras aludidas no filme; entre as quais, das Crônicas de Nárnia, O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, cujo enredo é aludido por ele e pela cena com o filho de Joy; O problema do sofrimento, onde defende que "a dor é o megafone de Deus"; O grande abismo, cujo acidente (real) com o ônibus, referido por Lewis, parece tê-lo motivado a escrever a história ficcional; e A anatomia de uma dor, vislumbrado pela revolta de Lewis em relação a Deus após a morte de sua amada.

Há ainda uma outra versão com o mesmo título, sendo mais fiel à história real, com o mesmo título. Nessa outra versão, os dois filhos da Joy aparecem e o final é menos pessimista. Quem não conhece os detalhes pode ficar com a impressão que Lewis perdeu a fé ou que começou a relativizar tudo.  Mas existe uma frase que dita de forma ligeiramente diferente no final dessa versão que faz toda a diferença do mundo, mostrando um homem que já não tem todas as certezas do mundo.

Em suma, o filme conta a história maravilhosa de um amor no limite entre a vida e a morte, ou melhor, para além da vida e da morte; o amor de alguém que tinha consciência de que "vivemos na terra das sombras.  O sol sempre está brilhando em outro lugar; depois de uma curva da estrada; além do alto de uma colina"; alguém que, como menino, optou pela segurança; como homem, pela dor. Reflexivo, emocionante, imperdível!

Infelizmente, o filme continua inédito em DVD nas duas versões no Brasil. Ele foi lançado apenas em VHS e é praticamente impossível de ser encontrado atualmente. Vamos torcer para a Warner lançar a versão comentada.